As mulheres atiradoras que lutam contra caça ilegal de elefantes no Zimbábue

Treinadas por um ex-atirador de elite das forças especiais do Exército australiano, as mulheres do grupo "As Corajosas" lutam contra o comércio ilegal de marfim.

A equipe é o primeiro grupo de atiradores formado inteiramente por mulheres. Elas atuam no Zimbábue e protegem as maiores populações de elefantes da África.

"Sempre tivemos que recrutar os seguranças do resto do país, para que eles não sejam influenciados pelas pessoas com quem cresceram na comunidade local", diz Damien Mander, da Fundação Internacional Anti-Caça Ilegal. "Mas as mulheres não parecerem ser influenciadas nesse sentido."

"Participei de uma seleção com 189 homens há seis ou sete anos. No fim do primeiro dia só restavam três deles. No fim do terceiro dia com as mulheres, só três tinham desistido", conta Mander.

Para Mander, soluções de longo prazo envolvem "conquistar o coração e as mentes da comunidade". "E o melhor jeito de fazer isso é através de mulheres. Mulheres têm a bravura para mudar a face da luta por conservação para sempre."

Muitas das mulheres da equipe são mães e sobreviventes de abusos. Para Nyaradzo Hoto, se tornar uma guarda florestal lhe deu não apenas a chance de proteger animais, como também a oportunidade de realizar seu próprio potencial.

"Meu ex-marido costumava me explorar", diz Hoto. "O casamento foi difícil porque via todos os meus sonhos e objetivos serem despedaçados. Só quero provar que nenhum trabalho é só para homens. Espero já ter provado."

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