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Meio Ambiente

Evento paralelo da Rio+20, Cúpula dos Povos começa com tendas vazias, ativistas fantasiados e ainda "em obras"

O militante Nelson de Souza, ativistas do interior de São Paulo, participa da Cúpula dos Povos - Júlio César Guimarães/UOL
O militante Nelson de Souza, ativistas do interior de São Paulo, participa da Cúpula dos Povos Imagem: Júlio César Guimarães/UOL

Matheus Lombardi

Do UOL, no Rio

15/06/2012 10h47

A Cúpula dos Povos, um dos maiores eventos paralelos da Rio+20, teve início nesta sexta-feira (15) e ainda está em obras. Funcionários corriam para ligar geradores e colocar cadeiras nas tendas espalhadas pelo Aterro do Flamengo, no Rio de Janeiro.

Na manhã de hoje, militantes brasileiros e do exterior chegavam com malas ao local do evento, cujas tendas estavam vazias.

Manifestantes fantasiados atraiam flashes dos arredores. O “homem caveira”, Nelson de Souza, 53, alertava sobre os perigos que o planeta corre.

“Se a gente não mudar [a forma de consumo] a morte vai levar o planeta. Precisamos fazer alguma coisa, nos unir”, declarou Souza, que é presidente de uma fundação ambiental no interior de São Paulo.

Busca de informações

Índigenas, voluntários e jornalistas buscavam informações sobre os eventos no ponto mais “livre” da Rio+20

Mesmo os moradores do Rio de Janeiro estranhavam a ausência de pessoas nas tendas com a grande estrutura montada no local do evento. “Parece que vai ter a Rio+20 aqui, mas acho que não começa hoje. Ainda não montaram tudo”, disse a psicóloga Dulce Moraes, 54, que costuma caminhar pelo Aterro do Flamengo todas as manhãs.

A Cúpula dos Povos reúne mais de 500 entidades e organizações civis e espera receber cerca de 25 mil pessoas.

Expectativa de grandes discussões e realizações 

Apesar do clima parado no primeiro dia do evento, a expectativa de quem veio participar da Cúpula dos Povos  é de grandes discussões e realizações.

“Os engravatados vão discutir muito e não vão resolver nada. É aqui [nas discussões paralelas] onde tudo acontece. O povo vai discutir, gerar ideias e protestar por mudanças”, afirmou indígena Paulo Apurinã, do Amazonas.

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