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Meio Ambiente

Índios discutem com governo suas reivindicações sobre demarcação de terras

 Índios protestam em frente à Esplanada dos Mnistérios contra a PEC 215 que transfere do governo federal para o Congresso a atribuição de oficializar terras indígenas, unidades de conservação e territórios quilombolas. De acordo com o Cimi (Conselho Indigenista Missionário), 1,5 mil indígenas vieram a Brasília na Semana de Mobilização nacional Índigena e estão no Acampamento Terra Livre (ATL) - Elza Fiúza/Agência Brasil
Índios protestam em frente à Esplanada dos Mnistérios contra a PEC 215 que transfere do governo federal para o Congresso a atribuição de oficializar terras indígenas, unidades de conservação e territórios quilombolas. De acordo com o Cimi (Conselho Indigenista Missionário), 1,5 mil indígenas vieram a Brasília na Semana de Mobilização nacional Índigena e estão no Acampamento Terra Livre (ATL) Imagem: Elza Fiúza/Agência Brasil

15/04/2015 18h35

Um grupo de índios de diversas tribos que está acampado em Brasília desde terça-feira foi recebido nesta quarta-feira por autoridades do governo, das quais exigiu rapidez na demarcação de novos territórios indígenas.

"Nossa luta é por direitos", declarou a jornalistas o cacique Marcos Xukuru, membro de um grupo de dez índios que foi recebido pelo ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Miguel Rossetto, para discutir as reivindicações.

A reunião foi realizada no Palácio do Planalto, até o qual marcharam hoje cerca de mil índios que estão acampados na Esplanada dos Ministérios.

Segundo Xururu, os índios exigiram ao governo que acelere seus planos para a demarcação de novos territórios, uma vez que as demoras provocam conflitos entre os moradores das terras não delimitadas e fazendeiros que pretendem expandir suas propriedades.

Os indígenas também ratificaram sua rejeição a um projeto de lei que tramita no Congresso e propõe repassar às câmaras legislativas o poder de delimitar os territórios, que até agora é exclusiva do governo.

Na opinião dos indígenas, essa alteração favoreceria aos grandes fazendeiros e a empresas que operam em vastas regiões da Amazônia, que contam com o apoio declarado de parlamentares da "bancada rural".

Após marchar até a sede da presidência, os índios retornaram a seu acampamento, montado a cerca de 500 metros e no qual anunciaram que permanecerão até amanhã, quando retornarão a suas reservas.

Em Brasília, os dirigentes indígenas também se encontraram com autoridades do parlamento, com as quais discutiram, principalmente, sua rejeição à alteração das normas sobre a demarcação de seus territórios.

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