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Pesquisadores identificam nova espécie de perereca na Amazônia

Exemplares da perereca <i>Hypsiboas diabolicus</i> foram encontrados nos municípios Oiapoque, Laranjal do Jari e Mazagão, no Amapá, e na Guiana Francesa - Iepa (Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Estado do Amapá)
Exemplares da perereca <i>Hypsiboas diabolicus</i> foram encontrados nos municípios Oiapoque, Laranjal do Jari e Mazagão, no Amapá, e na Guiana Francesa Imagem: Iepa (Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Estado do Amapá)

Aliny Gama

Colaboração para o UOL, em Maceió

07/03/2016 13h59

Pesquisadores identificaram uma nova espécie de anfíbio que vive na floresta Amazônica, em área do Brasil e da Guiana Francesa. No Brasil, a perereca Hypsiboas diabolicus, como foi denominado o novo anfíbio, foi encontrada em três municípios do Amapá -- Oiapoque, Laranjal do Jari e Mazagão. A espécie recebeu esse nome em referência ao personagem do carnaval nas Antilhas "diable rouge".

A descoberta foi registrada em um artigo publicado na revista internacional Zootaxa, no dia 24 de fevereiro, que mostrou as características do novo anfíbio. O animal tem membros em tons avermelhados e olhos com pupilas douradas.

O pesquisador da área de herpetologia do Iepa (Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Estado do Amapá), Jucivaldo Dias Lima, conta que o novo anfíbio foi identificado durante estudos sobre o sapo Hypsiboas geographica. "O pesquisador francês Antoine Fouquet observou na Guiana Francesa, durante pesquisas de campo, que existia uma perereca com características específicas e que poderia ser uma nova espécie. Ele me contatou e começamos a pesquisa da hipótese. Agora, esta comprovação vai contribuir para o registro da diversidade da floresta Amazônica", afirma o pesquisador.

Segundo Lima, as espécies do grupo geographica são "críticas", ou seja, muito semelhantes e de difícil identificação por leigos.

A identificação da nova perereca ocorreu com a coleta de animais em viagens de campo e, depois, com verificação em estudos genéticos.

Os trabalhos ocorreram entre os anos de 2011 e 2012 e com pesquisas de campo por integrantes do CNRS (Centro Francês de Pesquisa Científica), do Iepa, do Museu de Zoologia de Vertebrados da Califórnia, do Departamento de Zoologia do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo e do Laboratório de Evolução de anfíbios da Universidade de Brussel, na Bélgica. Porém, o resultado das pesquisas foi divulgado na semana passada, pelo Iepa.

Humor: Boechat e Simão brincam com a descoberta