Você vive com sono? Estudo mostra que poluição do ar atrapalha seu descanso

Do UOL, em São Paulo

  • Getty Images

Você é daqueles que se sente cansado mesmo depois de uma noite de sono? Acha que as horas que passou dormindo não renderam? Existem muitos culpados para isso, como uma cama ruim, travesseiro velho ou até barulhos externos. Mas cientistas acharam mais um provável culpado na balança: a poluição do ar.

Sim, pode ser que o seu sono ruim não seja culpa sua. Pesquisadores norte-americanos apresentaram o estudo durante a conferência internacional anual da Sociedade Torácica Americana e ligaram a poluição do ar com o sono de baixa qualidade.

O estudo explorou a proporção de tempo que participantes gastaram dormindo na cama comparado com o tempo que ficaram ali acordados – essa medida é conhecida como "eficiência de sono".

Os resultados mostram que maior exposição a dióxido de nitrogênio e pequenas partículas conhecidas como PM 2.5 resultaram em maior chance de ter um sono menos eficiente. Isso, segundo pesquisadores, seria resultado do impacto da poluição no nosso corpo. Os poluentes que entram no sangue ainda podem ter efeito no cérebro e na regulação da respiração.

"Seu nariz, seus seios paranasais e a parte de trás de sua garganta podem ficar irritados por esses poluentes ao ponto de causar distorção do sono, assim como problemas respiratórios", afirmou Martha Billings, professora de medicina da Universidade de Washington e co-autora da pesquisa

Para o estudo, foram utilizados dados capturados de 1.863 participantes com idade média de 68 anos. Esses dados foram combinados com outros colhidos que detalham a poluição do ar capturada para dióxido de nitrogênio e PM 2.5 em um período de cinco anos em cidades norte-americanas, incluindo os dados capturados próximos às suas residências.

As informações, então, foram usadas para gerar estimativas de níveis de poluição nas casas e combinadas com mais detalhes sobre o sono dos envolvidos colhidos a partir de dispositivos usados no pulso dos participantes no período de sete dias consecutivos.

Os pesquisadores, então, agruparam as "cobaias" de acordo com eficiência de sono e também de acordo com a exposição a poluição do ar. Depois de levar em conta fatores como idade, raça, fumante ou não fumante e condições como apneia do sono, a equipe viu que aqueles que tinham exposição aos maiores níveis de poluição do ar tinham mais propensão a ficar no grupo de pior eficiência de sono.

A pesquisa ainda notou que altos níveis de dióxido de nitrogênio aumentaram as chances de baixa eficiência de sono em até 60%, enquanto altos níveos de PM2.5 aumentaram as chances em até 50%. Altos níveis de poluição ainda foram ligados a maiores períodos de tempo acordado após ir dormir.

Contudo, não está claro se a própria poluição estava afetando o sono dos participantes ou se o sono ruim pode ter a ver com outros fatores ligados à poluição, como o barulho gerado pelo trânsito. Além disso, dados de uma semana de sono podem corresponder ao padrão típico de sono dos participantes.

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