PUBLICIDADE
Topo

Meio Ambiente

Barbados se propõe a ser o primeiro país insular livre de produtos fósseis

09/09/2021 03h36

San Juan, 8 set (EFE).- A primeira-ministra de Barbados, Mia Mottley, disse nesta quarta-feira que o plano de seu país até 2030 é tornar-se o primeiro Estado insular livre de fósseis, a fim de contribuir para o combate às mudanças climáticas.

"O objetivo é chegar a zero. Isso se consegue com investimentos, energia renovável e com a transição para o uso de veículos elétricos", disse Mottley, durante seu discurso na cúpula virtual "Diálogo de alto nível sobre ação climática nas Américas".

A premiê fez essa declaração durante a primeira parte da cúpula, "Rumo a Glasgow. Melhorando a ambição climática", em uma reunião organizada pelos governos da Argentina, Barbados, Chile, Colômbia, Costa Rica, Panamá e República Dominicana.

Ela disse que seu plano será implementado por meio do Programa "The Roofs to Reefs", uma iniciativa que o governo de Barbados propôs integrar as questões climáticas, políticas sociais e resiliência de infraestrutura a desastres naturais.

NÃO ESTÃO SENDO TOMADAS MEDIDAS NECESSÁRIAS

"Se há uma crise e uma emergência, por que não tomar as medidas necessárias para resolvê-la", acrescentou Mottley, além de dar detalhes de alguns territórios caribenhos que foram duramente atingidos por desastres naturais nesta década, especificamente os furacões Irma e Maria, em 2017.

Além disso, criticou os líderes mundiais por se interessarem apenas por coisas como a queda das geleiras e por prestarem menos atenção aos países que ficam entre o Trópico de Câncer e Capricórnio.

"Estamos à beira de um precipício moral. É obrigação de nossa região e planeta tomar as decisões necessárias, seguidas de ações que sejam implementadas de forma positiva para os povos que sofrem as piores consequências das mudanças climáticas", afirmou.

"É nossa responsabilidade que possamos projetar uma recuperação forte e resiliente para nossos povos", disse Mottley, enfatizando que "aqueles que causam o problema não tomaram as medidas necessárias para impedi-lo".

REPRESENTANTES DE DIFERENTES SETORES

O encontro reúne representantes do Estado, do setor privado, financeiro, acadêmico, organismos multilaterais de crédito e organizações da sociedade civil, todos com o objetivo de tomar iniciativas conjuntas contra as mudanças climáticas.

Ela perguntou aos líderes mundiais se na 26ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP26), que será realizada de 31 de outubro a 12 de novembro, em Glasgow (Reino Unido), serão tomadas algumas medidas e quando serão lançadas.

"O futuro é nosso para determinar se faremos essa diferença determinante para a nossa geração", acrescentou.

PARTICIPAÇÃO DE LÍDERES MUNDIAIS

Além de Mia Mottley, outros líderes mundiais que participaram da primeira etapa da cúpula foram o secretário-geral da ONU, António Guterres, além dos presidentes da Argentina, Chile, Colômbia, Costa Rica, Panamá e República Dominicana.

John Kerry, enviado especial para o clima nos Estados Unidos, também participou.

O evento de hoje visa colaborar na concepção de mecanismos inovadores que permitam uma ação climática "efetiva" no continente e promovam uma recuperação econômica pós-pandemia de forma sustentável e alinhada com o Acordo de Paris. Além disso, serve como um prelúdio para a COP 26.

Meio Ambiente