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Meio Ambiente

Reino Unido financiará conservação de ecossistema amazônico no Peru

06/10/2021 04h19

Lima, 5 out (EFE).- O Peru receberá até 15 milhões de libras entregues pelo Reino Unido para conservar um grande ecossistema amazônico localizado na fronteira com o Equador, informaram fontes oficiais do país sul-americano nesta terça-feira.

O financiamento, que será oficializado na 26ª Conferência das Partes sobre Mudanças Climáticas da ONU (COP26), em Glasgow, em novembro, foi apoiado com a assinatura de uma Carta de Intenção de Cooperação com o Fundo de Paisagens e Biodiversidade.

A carta foi assinada na segunda-feira pelos ministros peruanos das Relações Exteriores, Oscar Maúrtua, e do Meio Ambiente, Rubén Ramírez, e por Zac Goldsmith, ministro para o Pacífico e o Meio Ambiente do Ministério das Relações Exteriores do Reino Unido.

De acordo com a diplomacia peruana, a iniciativa reforça os laços de cooperação bilateral. Goldsmith destacou os valores comuns com o Peru em termos de conservação da biodiversidade e de luta contra as mudanças climáticas.

A iniciativa, impulsionada por Goldsmith, administra cerca de 100 milhões de libras em projetos de conservação de ecossistemas, redução da pobreza e combate às mudança climáticas em áreas de grande importância em termos de biodiversidade.

O Corredor de Conservação El Condor-Kutuku, com 11 mil quilômetros quadrados na fronteira entre Peru e Equador, foi identificado como uma das seis paisagens prioritárias para o fundo.

Esse fundo será implementado após a assinatura de um memorando de entendimento entre os dois países, que deverá ocorrer durante a COP26, de acordo com o Ministério das Relações Exteriores local.

Nessa reunião, o Peru participará como presidente temporário da Associação Independente da América Latina e do Caribe (AILAC), um grupo formal de negociação também constituído por Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Honduras, Panamá e Paraguai.

Durante a visita a Lima, Goldsmith também assistiu, juntamente com a embaixadora do Reino Unido no Peru, Kate Harrisson, ao lançamento do projeto do Jardim Botânico Nacional, que funcionará em um local de 10 hectares fornecido pela Universidade Nacional Agrária La Molina, de Lima.

O ministro e a embaixadora britânica garantiram que têm orgulho de apoiar esta iniciativa, que terá o apoio de cientistas, principalmente do jardim botânico de Kew Gardens, no Reino Unido.

"Se não fizermos algo juntos, acabaremos perdendo espécies diferentes, tanto no Peru como em diferentes partes do mundo. Isto é como um apelo à ação", observou Harrison. EFE

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