Derrotas no Texas e em Ohio poderão significar fim de campanha de Hillary Clinton

Susan Milligan, do Boston Globe
Em Washington

Hillary Clinton, lutando para reviver a sua campanha após 11 derrotas seguidas em eleições primárias, terá que cogitar sair da campanha caso não vença na semana que vem no Texas e em Ohio, Estados ricos em delegados, afirmou na segunda-feira (25/02) o assessor da senadora por Nova York.

Os articuladores da campanha de Hillary Clinton ainda acreditam que a senadora pode conquistar a candidatura à presidência pelo Partido Democrata. Porém, o que o assessor político Harold Ickes disse a repórteres em uma entrevista de café-da-manhã pareceu ser o mais forte reconhecimento público até o momento por parte dos articuladores da campanha de Hillary Clinton de que ela poderá perder a candidatura à presidência. Há apenas seis meses ela era a franca favorita para vencer a disputa.

Após a entrevista, Ickes disse que seria quase impossível que Hillary Clinton encerrasse a temporada de prévias com uma maioria de delegados eleitos nas eleições primárias. Em tal caso, Hillary Clinton necessitaria dos votos dos superdelegados para vencer Obama, afirmou Ickes.

"Ela teria que obter nesses Estados percentagens que são simplesmente impossíveis", disse Ickes, referindo-se aos 16 Estados e territórios nos quais ainda haverá eleições primárias.

Embora Hillary Clinton não tenha dado nenhum sinal de que antecipa uma derrota, a matemática de campanha está nitidamente sendo analisada pela sua equipe.

Hillary Clinton está à frente de Obama em pesquisas recentes de opinião em Ohio, onde haverá eleição em 4 de março. Na mesma data votarão Texas, Vermont e Rhode Island. Uma pesquisa de opinião da Universidade Quinnipiac divulgada na segunda-feira mostra Hillary Clinton à frente de Obama, com 51% contra 40%. Já uma outra pesquisa, feita pelo Instituto de Pesquisas Políticas da Universidade de Cincinnati, mostra Hillary Clinton com uma vantagem de oito pontos percentuais, tendo 47% das intenções de voto contra os 39% de Obama.

Mas as pesquisas no Texas mostram os dois candidatos praticamente empatados, e Obama vem ganhando terreno em meio a grupos de eleitores que geralmente têm simpatia por Hillary Clinton.

Ickes disse acreditar que Hillary Clinton "acabará com a diferença" entre o número o seu número de delegados e o de Obama até o final do processo de prévias, mas afirmou que é quase certo que ela não ultrapasse Obama no que se refere à quantidade de delegados eleitos nas primárias. "O equilíbrio será atingido por meio dos superdelegados", afirmou.

Ickes repetiu o apelo de Hillary Clinton no sentido de que os delegados da Flórida e de Michigan sejam levados em consideração. Ambos os Estados violaram as regras do Comitê Nacional Democrata ao anteciparem as suas eleições primárias para janeiro. O Comitê de Regras do Partido Democrata, do qual Ickes é membro, decidiu, por votação, retirar do processo os delegados eleitos por estes Estados. UOL

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