Mães de militares compreendem convocação

Jason Roberson

DAYTON, Ohio - O relógio na mesa de cabeceira dizia 2h, mas Kim
Musselman não conseguia dormir, preocupada com seu filho, soldado a
serviço em Bagdá. A moradora de Dayton, de 46 anos, entrou no site militarymoms.net e conversou pela Internet até depois das 3h. Ali, encontrou consolo trocando idéias com outras mães insones. Grupos de conversa pela Internet são uma forma que as mães de soldados têm para superar o Dia das Mães sem seus filhos. "Realmente, estou sofrendo com isso", disse Musselman.

As mães em toda parte receberão presentes e atenção especial hoje. Mas
as mães de soldados dizem que querem apenas saber que seus filhos estão
em segurança. O filho de Musselman, Sean Watkins, 20, é atirador do Exército. Ele disse a ela que ficasse a postos entre meio dia e 13h30 de hoje, para receber seu telefonema de 20 minutos. Cora Mae Moore, a avó, e outros membros da família também ficarão em volta do telefone para aproveitar um pouco de seu tempo.

Ann Harris, 42, de Dayton, tem várias fotos da filha, LeQuante Harris,
26, em um canto da sala de estar. Olhar as fotos e lembranças de
LeQuante, técnica de suprimentos do Exército a serviço na Alemanha, a
tranqüilizam. "Choro toda vez que ela vem para casa e toda vez que vai embora, mas rezo sem parar", disse Harris referindo-se ao Thessalonio 5:17.

Beverly McMann, de Riverside, Ohio, tenta não ficar pensando que seu
filho, Sam McMann, de 25 anos, é técnico de tanques do Exército e está
a "10 minutos da ação", no Iraque. "Eu finjo que nada está acontecendo", disse ela.

Gail Pohl de Riverside, Ohio, tem um filho de 25 anos e uma filha de 23
nas Forças Armadas. Seu filho é Marine e está em Kaneohe Bay, no
Havaí. Sua unidade invadiu o Iraque no ano passado, em seu aniversário.
Sua filha serve na aeronáutica no sudeste da Geórgia, onde recebe
treinamento em investigações especiais. "Honestamente, não se pode ficar pensando no que está acontecendo", disse Pohl. "Meu conselho (às mães de militares): Não vejam as notícias."

Pohl disse apreciar os poucos momentos que têm com seus filhos. Por
exemplo, gostou de lavar as roupas da filha, quando ela passou em casa
depois de ter sido designada para passar um mês na costa da Tunísia.

Na última vez que Gay Wacht conversou com seu filho, Thomas Wacht, que
trabalha na unidade de armas químicas do Exército, ele lhe disse: "Mãe,
não se preocupe. Estou nas mãos de Deus." Apesar de querer tê-lo perto no Dia das Mães, Wacht disse que compreende sua vocação.

Yvette Allen, 46, de Trotwood, Ohio, acha que leva vantagem sobre a
maior parte das mães de soldados, porque também foi criada em ambiente
militar. Seu filho de 21 anos, Brian Allen, dirige caminhões do
Exército em Bagdá. Allen disse que costumava ver pessoas queridas viajarem durante meses, até um ano. Brian ligou na terça-feira, pela primeira vez em três meses. "Com certeza ficamos preocupados", disse Allen, "mas eu sei que foi bem treinado. Ele cresceu com estrutura, e eu o ensinei a fazer a cama ao estilo do Exército." Deborah Weinberg

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