UOL Notícias Internacional
 

04/12/2007

Posições iniciais da Conferência de Bali

Der Spiegel
—A conferência
De 3 a 14 de dezembro, delegações de 192 países se reúnem na ilha de Bali, na Indonésia. Elas vão negociar um tratado para suceder o Protocolo de Proteção Climática de Kioto, que expira em 2012. Nos últimos dias de negociações, os ministros do Meio Ambiente de cada país se reunirão na ilha indonésia. Cerca de 3 mil policiais e 7 mil soldados vão oferecer segurança durante a cúpula.

—A União Européia
De modo geral, a UE definiu metas muito ambiciosas de proteção climática. Na primavera, durante a presidência alemã da União, o grupo concordou em reduzir as emissões de gases do efeito estufa em 30% até 2020, comparadas com os níveis de 1990, sob a condição de que outros países industrializados façam o mesmo esforço.

Se outros países ocidentais se recusarem a unir-se à UE, esta disse que ainda se comprometerá com uma redução de 20%. Mas até agora a UE teve grandes problemas para cumprir seus compromissos em Kioto, que pedem que a Europa reduza as emissões de CO2 em 8% em relação aos níveis de 1990.

—Países recém-industrializados e em desenvolvimento
O boom econômico em países emergentes como China e Índia também está causando um aumento maciço em suas emissões de gases poluentes. Para evitar uma catástrofe climática, não se pode permitir que esses gases aumentem sem restrição.

Mas os países recém-industrializados e em desenvolvimento afirmam que não são responsáveis pela calamidade climática. Uma solução para fazê-los embarcar no novo regime poderia ser a negociação de emissões: um sistema que definiria limites de emissão com base no tamanho da população de cada país.

Os países com emissões relativamente pequenas per capita poderiam vender seus certificados não utilizados para países industrializados, numa medida que também os ajudaria a reforçar suas economias.

—Os Estados Unidos
O país mais poderoso do mundo economicamente, responsável por quase um quarto das emissões de CO2 globais, até agora se recusou a concordar com quaisquer metas obrigatórias de redução, afirmando que isso poderia ameaçar sua economia. Desde que assumiu o cargo, em 2001, o presidente George W. Bush boicotou o Protocolo de Kioto.

Na cúpula do G8 em junho na Alemanha, Bush aceitou "considerar seriamente" o plano europeu para reduzir pela metade as emissões globais até 2050. Enquanto isso, o governo americano deu os primeiros sinais de uma mudança de ânimo em relação à mudança climática. Luiz Roberto Mendes Gonçalves

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