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Prisão de Bagram: a Guantánamo esquecida no Afeganistão

Matthias Gebauer, John Goetz e Britta Sandberg

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, manifestou-se contra o abuso de prisioneiros por parte da Agência Central de Inteligência (CIA) e quer fechar a prisão de Guantánamo. Mas ele tolera a existência da prisão militar de Bagram, no Afeganistão, onde mais de 600 pessoas estão encarceradas sem nenhuma acusação formal. Segundo um dos promotores militares, comparada a Bagram, Guantánamo parece "um bom hotel". Raymond Azar foi levado a força para Bagram em um dia tranquilo em Cabul. Não houve nenhum ataque e o sol brilhava. Azar, que nasceu no Líbano, é gerente de uma companhia de construção. Ele seguia para Camp Eggers, a base militar norte-americana próxima ao palácio presidencial, quando dez agentes armados do Birô Federal de Investigação (FBI) subitamente o cercaram. Soldados dos EUA vigiam a prisão da base aérea de Bagram (a 50 quilômetros de Cabul, no Afeganistão), onde mais de 600 pessoas estão encarceradas sem nenhuma acusação formal

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