Crise global torna os EUA mais dependentes da China do que nunca

Gabor Steingart e Wieland Wagner

Quando o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, visitar a China neste fim de semana, ele encontrará uma rival que vê a crise financeira mais como uma oportunidade do que uma ameaça. Os Estados Unidos, por outro lado, estão fundamentalmente enfraquecidos pelo arrocho global - e estão mais dependentes da boa-vontade da superpotência ascendente do que nunca.

Os cientistas da Universidade Nacional de Tecnologia de Defesa, em Changsha, China, tinham muito a celebrar: eles desenvolveram um supercomputador capaz de realizar mais de um quatrilhão de cálculos por segundo.
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    China está transbordando de autoconfiança. A nova potência mundial vê a si mesma como uma vencedora na crise financeira, com a economia crescendo a impressionantes 9% no 3º trimestre

O anúncio, feito a tempo para a visita do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, à China neste fim de semana, tinha um valor simbólico: com seu novo computador, apelidado de "Tianhe" ("Via Láctea"), os chineses alegam que serão o primeiro país a se tornar um rival direto da superpotência.

China está transbordando de autoconfiança. A nova potência mundial vê a si mesma como uma vencedora na crise financeira, com sua economia crescendo a impressionantes 9% no terceiro trimestre, enquanto as economias do Ocidente lutam para se recuperar de uma recessão profunda. E enquanto os americanos estão concentrados em seus próprios problemas, a China está expandindo sua influência, tanto na Ásia quanto entre os países africanos ricos em recursos.

Os líderes da China estão desafiando os americanos mais e mais agressivamente, também para demonstrar à sua própria população de 1,3 bilhão quão longe o país progrediu sob o comando deles.

Em um artigo para o veículo do Exército de Libertação do Povo no partido, o general da aeronáutica, Xu Qiliang, anunciou os planos da China para expandir suas capacidades de defesa ao espaço no futuro. Em meados do século 21, previu o general, a República Popular se tornará uma potência mundial e sua força aérea será necessária para defender o país contra muitos tipos de ameaças.

Deslocamento da balança
Trinta anos depois das duas grandes potências estabelecerem relações diplomáticas, a balança bilateral agora está pendendo para o lado da China. Quando Obama chegar a Pequim neste fim de semana, como parte de sua primeira viagem à Ásia desde que assumiu o governo, os chineses esperam que ele se comporte de modo bem mais modesto do que seu antecessor. O presidente dificilmente decepcionará seus anfitriões.

A julgar pelo que seus assessores indicaram nas últimas semanas, Obama não pressionará os chineses com muitas exigências. A visão de um mundo livre de armas nucleares terá que esperar. Os pedidos para metas de proteção ao clima obrigatórias serão mencionados apenas discretamente, se forem. O americano continuará pressionando Pequim a valorizar sua moeda, o yuan, mas apenas entre os especialistas. Raramente a superpotência foi tão mansa.

Obama descreve sua política externa como uma nova era de cooperação. Ele está buscando desenvolver um relacionamento com uma liderança chinesa da qual ele depende mais do que ela depende dele. Cerca de dois terços das reservas de moeda estrangeira da China são denominadas em dólares. Qualquer mudança abrupta por parte de Pequim ameaçaria a estabilidade da moeda americana. Os bens chineses importados baratos ajudam a melhorar o padrão de vida americano e minimizar os riscos de inflação.

Washington está particularmente entusiasmado com os programas de estímulo econômico da China: os chineses lançaram o maior programa de investimento após o início da crise financeira. Sem essa ação vigorosa por parte deles, a economia mundial poderia ter implodido. O programa de estímulo de Pequim equivale a aproximadamente 13% do produto interno bruto chinês, o tornando quase duas vezes maior do que o programa americano e perto de cinco vezes o tamanho de seu equivalente alemão. A equipe econômica de Obama está profundamente impressionada com o sucesso da política de estímulo da China.

A discussão que teve início na China sobre contenção de gastos e diminuição da liquidez está acontecendo cedo demais para o gosto de Obama. Quando ele visitar Pequim, ele tentará encorajar os chineses a manterem seu papel como principal motor da economia mundial.

Enquanto isso, os americanos veem a Europa passando do assento do passageiro para o assento traseiro em termos de parceria internacional. Foi o ex-presidente George W. Bush que promoveu os chineses, ao lançar o processo do encontro de cúpula do G20 para combater a crise financeira, em vez de deixar o assunto aos cuidados dos países membros do G8, como a chancelaria alemã preferiria.

'Paz, progresso e prosperidade'
Obama está dando continuidade a este curso de realinhamento. Se, do ponto de vista americano, há algo que lembra uma espécie de governo mundial, ele não consiste nem da ONU em Nova York e nem do G8. Na opinião de Obama, o G20 é o fórum principal.

Ao lado dos Estados Unidos, a China é o membro mais importante do G20 e os americanos a estão tratando com a deferência apropriada. Quando se tornou a secretária de Estado americana, a primeira viagem de Hillary Clinton ao exterior foi à Ásia, para demonstrar seu respeito à nova potência mundial. "Os Estados Unidos estão comprometidos em buscar um relacionamento positivo, cooperativo, com a China, um que acreditamos ser importante para a futura paz, progresso e prosperidade de ambos os países e do mundo", ela disse com entusiasmo.

Obama concorda totalmente com Hillary Clinton. "O relacionamento entre os Estados Unidos e a China moldará o século 21", ele disse em meados do ano. Fontes próximas a Obama falam -meio sério, meio brincando- a respeito do G2, o grupo dos dois países mais importantes. Em um recente artigo de opinião no "Wall Street Journal", o secretário do Tesouro americano, Timothy Geithner, e a secretária de Estado, Hillary Clinton, escreveram: "Poucos problemas globais podem ser resolvidos pelos Estados Unidos ou pela China sozinhos".

A importância da Europa diminuiu, principalmente porque a importância dos países asiáticos aumentou. Segundo um novo estudo do Conselho Europeu de Relações Exteriores, os europeus acreditam que valores compartilhados e uma história comum bastam para assegurar seu lugar permanente ao lado dos Estados Unidos, além deles se verem como "parceiros naturais" dos Estados Unidos. Mas eles estão errados, conclui o estudo, porque as políticas americanas são definidas principalmente pelos seus interesses.

'Que o mundo nos imite!'
O interesse de Washington na China é principalmente econômico. A República Popular, criada há 60 anos e com a qual os Estados Unidos não mantiveram relações oficiais por 30 anos, é de importância central para o bem-estar atual do país. A China é o credor mais importante dos Estados Unidos. Os chineses possuem mais de um quarto de todos os papéis do Tesouro americano e, como resultado, as reservas de moeda estrangeira da China aumentaram para US$ 2 trilhões.

A China também é a mais importante fornecedora de bens para os Estados Unidos. Atualmente, o modo de vida americano é "made in China", porque os elementos-chave da manufatura americana -de móveis a televisores e a indústria da informática- foram terceirizados para o Reino do Meio.

Como crescente potência econômica, a China está até mesmo exercendo um papel-chave na reorganização da indústria automotiva americana. A General Motors vendeu recentemente sua marca Hummer de utilitários esporte para uma empresa chinesa da qual dificilmente alguém no Ocidente ouviu falar.

A empresa se chama Sichuan Tengzhong Heavy Industrial Machinery. Em sua fábrica perto de Chengdu, um centro comercial em ascensão, o orgulhoso slogan da empresa é exibido proeminentemente em uma placa pintada com letras amarelas: "Que o mundo nos imite!"

Quando o nome Hummer é mencionado em Chengdu, ele vem acompanhado de um sentimento de satisfação coletiva. Um grande beberrão de gasolina com o qual os americanos não podem mais arcar, mas que ainda conta com muitos admiradores na China, o Hummer representa o lado desperdiçador do modo de vida americano. Para os trabalhadores na fábrica em Chengdu, a aquisição simboliza uma vitória há muito desejada sobre os Estados Unidos abalados pela crise.

O duro teste do capitalismo
Apesar de sua dependência mútua e sua nova parceria, as duas potências permanecem o que sempre foram: rivais.

Ideologicamente falando, os americanos já estão na defensiva. Por décadas, eles pregaram seu modelo de economia de mercado sem restrições como único motor da paz e prosperidade em todo o mundo. Mas agora o capitalismo ao estilo americamo está passando por aquele que, provavelmente, é seu teste mais duro.

Enquanto isso, a autoconfiante República Popular está apostando na força de sua economia controlada por um Estado autoritário. E agora a abordagem mercantil da China para os negócios conta com fãs em centros bancários e governos ocidentais.

Cobertura completa da crise

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A China também está expandindo continuamente sua influência política. A África está endividada junto à República Popular como maior consumidora de seus recursos naturais, e os países árabes do petróleo estão revivendo entusiasticamente rotas comerciais ancestrais para o gigante asiático. Até mesmo a América Latina está em processo de trocar de lado. A China agora é principal parceira comercial do Brasil, a maior economia do continente. Em muitas capitais mundiais, um aperto de mão com Pequim vale mais do que diálogos estratégicos com Washington.

Os Estados Unidos ainda são o país mais rico e militarmente mais poderoso do mundo, mas isso se deve em parte à ajuda dos chineses. Os dois países estão amarrados em uma espécie de destino comum. "Nós realmente vamos ascender ou cair juntos", disse a secretária de Estado, Hillary Clinton, durante sua visita à China em fevereiro.

Mais e mais
Os Estados Unidos consomem o que a China produz. O que, pelo menos até agora, era a lei básica da globalização. O sistema funcionou sem problemas por décadas. Estimulados pelos vários booms nos mercados de ações e imobiliários, os americanos continuaram comprando mais e mais a cada ano, mais roupas, brinquedos, iPods e TVs de tela plana. A maioria desses produtos veio da China.

Mas este ciclo não estava funcionando direito desde meados de 2008, quando um bloqueio ocorreu no mercado mais importante da China. O consumidor americano, até então o pilar da economia mundial, descobriu uma virtude sobre a qual nunca nem mesmo tinha sonhado: poupar dinheiro.

De repente, a crise atingiu a China, cuja economia era voltada quase que completamente para os Estados Unidos. Em Dongguan, lar de uma fábrica de mão-de-obra barata atrás da outra, bairros inteiros desapareceram. "Nós perdemos um terço de nossas encomendas", disse Li Zhaoyuan, dono da Dongguan Singyan, uma empresa que produz peças metálicas. Ele demitiu 40% de sua força de trabalho.

Os funcionários restantes trabalham em máquinas ultrapassadas nos dois pisos da fábrica, perfurando e prensando peças de metal, as transformando em objetos como anzóis de pesca ou o corpo dos celulares da Motorola. "Nós costumávamos trabalhar 24 horas por dia", disse Li, "mas agora um turno de oito horas basta". Ele não acredita que os consumidores americanos em breve comprarão produtos chineses com o mesmo entusiasmo de antes da crise. Ele prefere seguir o conselho dos estrategistas em Pequim, que é voltar a atenção para novos mercados na Ásia, Oriente Médio e África.

O número da sorte da China
Desde o início da crise, dezenas de milhares de empresas fecharam apenas na província de Guangdong, no sul. Segundo números oficiais, até 25 milhões de trabalhadores migrantes por toda a China perderam temporariamente seus empregos. Mas a economia de Guangdong agora está crescendo novamente a uma taxa de 9% e todo o país deverá atingir a meta do partido de crescimento de 8% para este ano. Os comunistas do governo veem um crescimento de 8% (o número oito é considerado de sorte na China) como o mínimo que precisam para assegurar seu controle do poder.

Todo este crescimento pode ser atribuído ao imenso programa de estímulo econômico do governo, que permitiu aos capitalistas estatais da China transformar o país em um enorme canteiro de obras. Em Guangdong, por exemplo, um aeroporto agora está sendo ampliado e uma usina nuclear está em construção. Ao mesmo tempo, o governo está estimulando as vendas de aparelhos como televisores e refrigeradores com seus subsídios. Usando métodos semelhantes, o governo provavelmente cuidará para que a China ultrapasse os Estados Unidos como o maior mercado do mundo para automóveis.

Mais ou menos em resposta às ordens vindas de cima, os bancos estatais começaram o oferecer novos empréstimos, levando a um aumento de 150% nos empréstimos, em comparação a 2008. Muitos chefes de empresas estão desviando o dinheiro para a compra de casas ou terrenos, ou para investir no mercado de ações. Os preços na Bolsa de Valores de Xangai subiram mais de 70% desde o início do ano. Liu Mingkang, chefe da Comissão de Regulamentação Bancária da China, já está alertando seus conterrâneos chineses contra os "riscos financeiros" e o desenvolvimento de bolhas no mercado imobiliário.

Grandes empresas estatais, em particular, expandiram em consequência da campanha de estímulo coletiva. Mas os frugais 1,3 bilhão de habitantes da China têm um longo caminho até se tornarem ricos o suficiente para substituir as populações ocidentais como principais consumidores dos produtos do país. É por isso que o governo está estimulando enormemente as exportações. Apenas em setembro, as exportações caíram 15% em comparação ao mesmo mês no ano passado.

O risco de guerras comerciais
Para manter os preços artificialmente baixos no mercado global para seus calçados, camisetas e computadores, em julho de 2008 a China recomeçou a adotar medidas para assegurar que sua moeda, o yuan, permaneça na prática atrelada ao dólar. Ao fazê-lo, entretanto, a China está acumulando reservas de moeda estrangeira cada vez maiores. Para manter a taxa de câmbio artificial, o banco central chinês precisa retirar somas imensas de dólares do mercado.

Por meio de sua promoção das exportações, a China está fazendo mais do que apenas expandir os desequilíbrios existentes. A potência econômica ascendente também está correndo o risco de gerar sérios conflitos comerciais com os Estados Unidos. Washington, entretanto, por causa de seu forte interesse nas boas relações com Pequim, está relutando em condenar oficialmente a China como "manipuladora da moeda".

Todavia, como o mundo viu em setembro, um problema pode estourar facilmente entre os dois países. Para proteger a indústria manufatureira americana contra os pneus baratos chineses, o dócil Obama aprovou a imposição de sobretaxas punitivas de até 35%.

Os chineses prontamente ameaçaram impor sobretaxas de retaliação contra a importação de frango e autopeças americanas. Eles recentemente impuseram sobretaxas punitivas contra certas fibras sintéticas dos Estados Unidos e da Europa. Em resposta, o Tio Sam impôs tarifas antidumping provisórias sobre o aço chinês.

Risco de atrito
Obama e seu anfitrião, o presidente Hu Jintao - que também é o secretário-geral do comitê central do Partido Comunista chinês - estão determinados a não permitir que esses atritos ofusquem seu encontro. Os Estados Unidos esperam obter concessões dos chineses em questões como a mudança climática. Por outro lado, a China precisará de anos para se desvincular do mercado americano.

No primeiro semestre, Zhou Xiaochuan, o presidente do banco central chinês, argumentou que, a longo prazo, o dólar americano deveria ser substituído como moeda de reserva dominante por uma nova moeda mundial, artificial. Mas enquanto o valor do yuan não flutuar livremente, os chineses não terão escolha a não ser investir no dólar.

Ao mesmo tempo, cresce a pressão pública em ambos os lados para demonstrar força em questões comerciais. Nos Estados Unidos, resgates generosos do governo a firmas de Wall Street semifalidas se transformaram em um teste ácido. Muitos ficaram amargos com o fato dos banqueiros responsáveis pela crise terem sido resgatados, enquanto milhões de americanos perderam seus empregos, casas e economias de aposentadoria. Os fundos do pacote de estímulo econômico de Obama, no valor de US$ 787 bilhões, estão apenas gradualmente se infiltrando em projetos locais para estimular o crescimento.

A onda de compras planejada pelos chineses também poderia causar ressentimento, enquanto se preparam para comprar muitas empresas de alta tecnologia americanas. Para assegurar que tudo transcorra suavemente, o Ministério do Comércio do Pequim postou na Internet, em meados do ano, um guia para investimento chinês nos Estados Unidos.

Não fazer barulho tomando sopa
Nas mais de 100 páginas do documento, os burocratas chineses aconselham os investidores potenciais a realizarem ajustes táticos para se adaptarem às práticas na América capitalista. Elas até mesmo incluem dicas sobre como se comportar, sugerindo, por exemplo, que as mulheres devem vestir saia para trabalhar, em vez de jeans. Os compradores chineses também são orientados a se prepararem para objeções feitas pelos sindicatos, para tratar dos assuntos sem pressa, visitarem regularmente os gabinetes de membros relevantes do Congresso e manter uma boa relação com os jornalistas - e não fazer barulho ao tomar sopa.

Mas nem tudo que leva ao sucesso econômico pode ser planejado ou decretado de cima. A República Popular ainda não produziu empreendedores brilhantes como Henry Ford ou Steve Jobs, nem ainda criou marcas globais. O Ocidente, particularmente os Estados Unidos, ainda está à frente da China no quesito criatividade.

Além disso, não é garantido que a ascensão da China ao topo será tão inexorável quanto parece atualmente. De fato, há uma longa lista de reveses possíveis. Os economistas veem os recentes desdobramentos como uma "bolha da China" que poderia estourar em breve, e Pequim também poderia enfrentar conflitos étnicos intensificados, como os envolvendo os uigures e os tibetanos, enquanto a inquietação social poderia abalar o país.

Dominando o jargão
Não há evidência dessas dúvidas em Chengdu, uma cidade de 11 milhões de pessoas localizada a 1.800 quilômetros de Xangai. Os esqueletos dos novos prédios de escritórios estão surgindo em toda parte, as ruas estão sendo abertas para construção de um novo metrô.

Chengdu é lar da Sichuan Tengzhong, a nova dona da marca Hummer. Marcas globais, da Motorola até a SAP, estão desenvolvendo novos produtos ali, e a Intel está transferindo suas instalações de produção chinesas de Xangai para a cidade -em parte porque os salários em Chengdu costumam ser 50% menores.

Se as coisas acontecerem como os chineses desejam, Chengdu será o próximo Vale do Silício. A indústria local de software já emprega 80 mil pessoas, um número que deverá pelo menos dobrar nos próximos três anos.

De seu escritório no 10º andar de uma moderna torre de vidro, Xu Liming tem uma vista do parque de alta tecnologia da cidade, uma zona de 87 quilômetros quadrados. Ele é um dos administradores do parque, um dentre as dezenas de milhares de administradores econômicos eficientes encontrados na China atualmente. Ele é passional a respeito da China e do partido, mas ele também dominou o jargão dos investidores ocidentais, que o procuram constantemente.

Xu está mais ocupado do que nunca desde o início da crise econômica. Seu trabalho é acelerar o ritmo de aquisição pela China de tecnologia de vanguarda. E Xu sabe como melhor convencer os executivos corporativos ocidentais a produzirem em Chengdu em vez de em casa.

Poluição do ar? Nós estamos trabalhando intensamente neste problema, ele diz. Um hospital ao estilo ocidental? Já planejado, ele diz. Recursos para novas empresas? Nossos bancos do governo analisam os empréstimos de forma profissional e flexível, ele promete. Transportes? Nós podemos entregar bens em qualquer parte do mundo em 24 horas, ele diz, e também estamos construindo uma segunda estrada, mais larga, para o nosso aeroporto.

O oeste da China, diz Xu, é um mercado em crescimento que ninguém mais pode ignorar. "A crise global é nossa grande chance."

Tradução: George El Khouri Andolfato

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