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Representante dos EUA e da Otan no Afeganistão diz que matança não é a saída para a crise militar do país

Susanne Koelbl
Em Cabul (Afeganistão)

O general Stanley McChrystal, o mais alto comandante dos Estados Unidos e da Otan no Afeganistão, fala à "Spiegel" sobre sua nova abordagem à guerra, as negociações com o Taleban e sobre a caçada a Osama Bin Laden. Spiegel: General McChrystal, dois meses atrás o senhor disse: "Desde o 11 de Setembro, eu tenho assistido a América tentar apagar este incêndio primeiro com um martelo, sem sucesso". O que os americanos fizeram de errado no Afeganistão? Stanley McChrystal: No final do dia, uma contrainsurreição é decidida pela percepção das pessoas e por como as pessoas se sentem. Eu acho que qualquer guerra como essa não é uma batalha material. Não se trata de destruir as cidades do inimigo. Não se trata nem mesmo de destruir o exército deles, os combatentes deles. É preciso enfraquecer a insurreição. Mas realmente se trata de convencer as pessoas de que elas querem que isso pare e que conseguirão. A forma mais eficaz de agirmos é sermos parceiros realmente bons e eficazes de nossos pares afegãos, porque não se trata de um problema técnico, mas de um problema humano. General Stanley McChrystal, 55 anos, é o superior máximo dos EUA e da Otan no Afeganistão. Ele conta como conseguirá vencer as forças insurgentes no país e como as tropas norte-americanas poderão melhorar a eficiência do serviços de inteligência no Afeganistão

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