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"Até a guerra é boa para o crescimento econômico", diz Noreena Hertz, crítica da globalização

Friederike Ott

Já em 2001 a economista e crítica da globalização Noreena Hertz fazia advertências sobre os bancos excessivamente poderosos, a cobiça sem limites e os mercados não regulados. Falando a “Spiegel Online”, ela explica os limites de uma abordagem que se concentra no produto interno bruto e diz por que o capitalismo se encontra em um ponto de inflexão. 

Spiegel: Doutora Hertz, a gente lê constantemente sobre o quanto a economia de um país cresceu ou encolheu. Por que o produto interno bruto (PIB) é levado tão a sério?

Noreena Hertz: É fácil medi-lo e ele mostra o desempenho de uma nação em relação a outra. Todo país, portanto, mede o seu sucesso econômico pelo PIB. A única exceção é Butão.

Spiegel: Segundo a constituição de Butão, as pessoas não deve ficar mais ricas, e sim mais felizes, a cada ano. O pequeno reino asiático quer atingir essa meta com uma sociedade socialmente igualitária e melhor proteção do meio ambiente. Essa é uma abordagem melhor?

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