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Diplomatas da Otan ignoram as más notícias no Afeganistão

Matthias Gebauer

  • Massoud Hossaini/AFP

    O presidente do Afeganistão, Hamid Karzai

    O presidente do Afeganistão, Hamid Karzai

Os ministros das relações exteriores da Otan ouviram apenas o que queriam ouvir na terça-feira em Cabul, enquanto buscavam tranquilizar o mundo que uma retirada poderá ocorrer em 2014. A realidade, entretanto, é muito diferente. E, no final, Hamid Karzai, que já está à procura de formas de assegurar seu poder pós-Otan, será o beneficiário. Os 70 dignitários internacionais que viajaram até o Ministério das Relações Exteriores, em Cabul, não tiveram muita chance de ver o Afeganistão. O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, Hillary Clinton, Guido Westerwelle e companhia foram todos conduzidos às pressas pelos quatro quilômetros entre o aeroporto e o ministério em comboios de carros blindados, após as ruas terem sido esvaziadas para a ocasião. O próprio ministério lembrava um bunker –com exceção de uma dúzia de meninos e meninas segurando bandeiras coloridas na entrada. Os distintos diplomatas desapareceram rapidamente em seu interior.

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