Província de língua alemã da Itália escapa da crise financeira

Walter Mayr

em Bolzano (Itália)

A província italiana do Tirol do Sul, cuja população fala alemão, tem desafiado a crise econômica com um nível quase pleno de emprego e uma economia saudável. O sucesso da província deve-se em parte ao seu governador paternalista, Luis Durnwalder, que desde 1989 a governa praticamente como se ela fosse o seu feudo pessoal. Os ressentimentos em relação a Roma estão aumentando na região, que no passado pertencia à Áustria.

Reinhold Messner foi o primeiro alpinista a escalar todos os picos do mundo com mais de 8.000 metros de altitude. Mas, no seu nativo Tirol do Sul, há aqueles que o consideram apenas um sujeito que viaja muito e calunia o seu próprio país. Messner, cuja marca registrada é a barba mal cuidada e os cabelos longos e ondulados, está sentado no pátio do Castelo Sigmundskron, em frente ao Museu de Montanha Messner, na cidade de Bolzano, saboreando uma taça de vinho tinto. Ele fala com entusiasmo sobre os méritos do seu nativo Tirol do Sul, uma província autônoma da Itália que fez parte da Áustria até o final da Primeira Guerra Mundial, e cujos habitantes falam alemão, italiano ou ladin, uma língua local. A conversa dele contrasta bastante com os rompantes de fúria pelos quais o alpinista é conhecido. “Nós estamos nos saindo bem aqui no Tirol do Sul”, afirma Messner. “Estamos vivendo na terra prometida, e isso é uma realização de Durni”.

O homem que Messner chama de “Durni” é Luis Durnwalder, que é o governador do Tirol do Sul desde 1989. Muitos moradores da província, tanto os que falam alemão quanto aqueles cujo idioma é o italiano, praticamente idolatram Durnwalder devido à sua personalidade rígida e simples. Mas, para Messner, que no passado já fez observações sarcásticas a respeito de Durnwalder, o elogio representa uma reviravolta. “No início eu não apoiava Durnwalder, porque eu não desejava ver a província administrada por um fazendeiro como ele”, explica Messner. “Mas eu estava equivocado em relação a ele”.

Altamente bem sucedido

Os números revelam muita coisa sobre as realizações de Durnwalder. Nenhum governador provincial da Itália ficou tanto tempo no poder – ou teve tanto sucesso. A sua província, uma região de montanhas e vales que vai do Passo do Brennero ao Salorno, compete em pé de igualdade com as regiões mais produtivas da Itália, a altamente industrializada Lombardia e o Valle d'Aosta, em termos de renda per capita. A pequena província do Tirol do Sul, também chamada de Alto Adige, tem pouco mais da metade do tamanho do pequeno Estado de Connecticut, nos Estados Unidos, e é uma região de montanhas, florestas, plantações de maçã e vinhedos. No entanto, a província é tão próspera que é capaz de pagar ao seu governador um salário mais alto do que aquele recebido pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.

Enquanto Durnwalder sobe a colina em direção ao Castelo Sigmundskron, fica claro que ele está bem consciente do seu valor de mercado. Na verdade, ele está tão ocupado saudando os seus fãs que quase não vê o mundialmente famoso montanhista Messner. A escolha do Castelo Sigmundskron como local da reunião é significativa. Dezenas de milhares de pessoas protestaram no Castelo Sigmundskron em 1957, bradando “Ios von Trient” (“Fora do Trento”), abrindo caminho para a autonomia da província.

O chamado “Pacote do Tirol do Sul”, assinado em 1972, garante ao governo das províncias do Tirol do Sul e de Trentino, que juntas formam a região autônoma de Trentino/Tirol do Sul, autonomia em relação a Roma. “Mas foi só Durnwalder que conseguiu transformar a autonomia em sucesso econômico”, afirma Messner, que anos atrás ameaçou emigrar para a Patagônia devido à monocultura política do Tirol do Sul. “Atualmente nem 20 cavalos juntos poderiam arrastar Messner para fora deste lugar”, diz agora Durnwalder.

Praticamente pleno emprego

No difícil verão de 2010, o Tirol do Sul é como um pequeno facho de prosperidade cercado de pessimismo e regiões arruinadas por todos os lados. Apesar da crise econômica, quase não existe desemprego na área em torno da capital, Bolzano (que em alemão é conhecida como Bozen), e a província não tem dívidas. A título de comparação, a Itália como um todo tem a maior dívida governamental da zona do euro, em termos de percentagem do produto interno bruto. Nos últimos 50 anos, 19 primeiros-ministros foram empossados em Roma. No Tirol do Sul, por outro lado, só houve uma mudança de ocupante do cargo mais importante da província nesse mesmo período – do “super-pai” Silvius Magnago para Durnwalder.

Nos últimos 21 anos, Durnwalder fez com que o seu reino, um lugar onde tanto os limoeiros quanto os pés de Edelvais (flor típica dos Alpes) florescem, tirasse o maior proveito possível dos fatores vantajosos. Os investidores aproveitam o bilingualismo de muitos sul-tiroleses para conquistar os mercados do sul. Turistas de férias procuram a região, não só para visitarem as Dolomitas e os festivais “Törggelen”, que exibem a comida e o vinho local no outono, mas também devido às novas lojas, hotéis e museus. Em 2009, o Tirol do Sul registrou 28 milhões de pernoites de turistas nos seus hotéis e pousadas.

Messner, com os seus cinco museus de montanha espalhados pelo Tirol do Sul, é parte das atrações. Desta forma, ele contribui indiretamente para o sucesso da agremiação política de Durnwalder, o Partido Popular Sul-tirolês (SVP, na sigla em alemão), que governa a província com uma maioria absoluta ou relativa desde 1948. Mas quando se trata das questões com as quais ele se preocupa, como a arrecadação de dinheiro para novos projetos ou a aprovação para colocar estátuas de Buda nas ruínas de um castelo tirolês de mil anos, esta lenda viva do alpinismo não perde tempo procurando autoridades partidárias comuns. “Eu só falo com o governador”, diz Messner.

“Província iluminada”

Muita gente no Tirol do Sul pensa o mesmo, incluindo aquelas pessoas que vão para a frente da sede do governo, em Bolzano, a partir das quatro horas da manhã, a fim de serem as primeiras da fila quando o governador der início ao seu atendimento diário aos cidadãos às 6h. Isso é uma oportunidade para que as pessoas comuns conversem com ele a respeito dos seus maiores problemas.

O estilo de liderança do governador lembra o de um “príncipe iluminado”, zomba Arnold Tribus, editor do jornal “Neue Südtiroler Tageszeitung”. Membros do governo falam, cochichando, que Durnwalder, que é filho de um fazendeiro do Vale Puster, administra a província “como uma grande fazenda”. E sem dúvida existe alguma coisa de velho e teimoso fazendeiro em Durnwalder, que está achando difícil deixar o poder. Embora ele tenha anunciado que vai se aposentar em 2013, após quase um quarto de século no governo, não se sabe ao certo se Durnwalder pretende de fato fazer tal coisa.

Quem vê pela primeira vez Durnwalder, talvez em uma das suas visitas à Fazenda Finailhof, no Vale Schnals, a quase 2.000 metros de altitude, percebe que ele é um homem que não gosta de abandonar as suas conquistas. Isso fica óbvio na forma tranquila como ele distribui fatias de carneiro assado aos convidados na mesa de jantar, como se estivesse na sua própria casa, ou na maneira como ele exibe orgulhosamente a sua companheira, que o chama de “Papi”, e a filha de um ano de idade. Durnwalder, que em breve fará 69 anos, está sem dúvida se empenhando ao máximo em demonstrar que ainda conta com aquilo que é necessário para governar.

Segundo Durnwalder, as pesquisas de opinião mostram que mais de dois terços dos cidadãos da província não têm a menor ideia do quem poderia substituí-lo – uma conclusão que parece surpreender até mesmo o próprio Durnwalder. Ele cita rapidamente os nomes de primeiros-ministros italianos, incluindo Giulio Andreotti, Romano Prodi e o atual primeiro-ministro Silvio Berlusconi, e observa que sempre manteve um bom relacionamento com quem quer que estivesse no poder em Roma. “Basicamente, as pessoas que estão lá se orgulham de nós”.

Sustentando o sul

Embora os números tenham aumentado recentemente, um índice de desemprego de 2,9% em 2009, no auge da crise econômica, significou pleno emprego no Tirol do Sul. A renda per capita da província é 30% superior à média nacional e o dobro da registrada na Sicília. Roma, porém, conforme exige a constituição italiana, restitui “apenas” 90% dos impostos pagos por Bolzano, comparados aos 100% que são destinados à capital siciliana, Palermo. Durnwalder afirma que o Tirol do Sul não está disposto a ajudar a sustentar a boa vida dos moradores do sul da Itália. “Até mesmo lá embaixo eles contam com a opção de trabalhar”, observa Durnwalder.

Mas Roma recentemente aumentou a pressão. Neste ano, Durnwalder terá que contribuir com 500 milhões de euros (US$ 630 milhões, R$ 1,13 bilhão), ou 10% do orçamento da província, para o governo italiano, que está em dificuldades econômicas. Roma ainda deve às suas províncias do norte três bilhões de euros (R$ 6,7 bilhões), que o governo está efetivamente pagando de uma forma alternativa. O controle de 21 estações de trens que não davam lucros, instalações militares, postos de correio e quase todas as estradas administras pelo governo nacional no Tirol do Sul já foram transferidos para o governo provincial de Durnwalder. Este afirma que sempre conseguiu encontrar soluções dialogando com Berlusconi ”contanto que Biancofiore não esteja por lá dizendo a todo mundo que os seus companheiros sul-tiroleses estão sendo maltratados pelos bárbaros”.

Ele se refere a Michaela Biancofiore, uma mulher loura de pernas longas, nativa de Bolzano, e com raízes familiares italianas, que é integrante do parlamento em Roma pelo partido de Berlusconi, Il Popolo della Libertà (O Povo da Liberdade), e que é próxima ao primeiro-ministro. No final do ano passado, Biancofiore fez questão de que a Itália inteira soubesse que ela comemorou o seu aniversário na mansão de Berlusconi, e que ela agradeceu ao primeiro-ministro enviando-lhe um bolo decorado com um desenho que mostrava a sua visita a Bolzano, e no qual Berlusconi podia ser visto fazendo um gesto obsceno com o dedo médio.

“Sem o Tirol do Sul, a Itália teria muitos problemas menores”

Nesta noite, Biancofiore, que acabou de atravessar a Praça Walther em Bolzano, pede um suco de grapefruit em um hotel do centro da cidade. A seguir ela diz, em italiano: “O Tirol do Sul é uma região que poderia ter sido pintada por Deus. Mas, sem o Tirol do Sul, a Itália teria muitos problemas menores. Eu gosto de Durnwalder. Mas seria bom se ele gastasse o dinheiro que é arrecadado na sua província, em vez de coletar constantemente dinheiro do governo”.

Se Roma, em resposta à crise econômica, transferisse ainda mais responsabilidades para Bolzano, o Tirol do Sul poderia transformar-se em um “Estado dentro do Estado”, diz Biancofiore, que é conhecida entre a população de língua alemã de Roma pelo seu slogan, “uma tricolore em frente a cada fazenda”, em referência à bandeira italiana. Segundo Biancofiore, “o federalismo italiano está correndo risco”.

Embora as ações dos separatistas tiroleses na Itália, que derrubavam com bombas postes de energia elétrica, pertençam a um passado distante, homens como Thomas Widmann, o ministro do Transporte da província, que é tido como um possível sucessor de Durnwalder, institucionalizou a busca de independência. Em áreas como o judiciário, a Itália “está mais próxima de um país do Terceiro Mundo do que da Europa”, afirma Widmann. Citando os cofres vazios de Roma, ele diz que o Tirol do Sul deveria “fazer tudo o que fosse possível para separar-se deste país – de preferência por meio da completa autonomia financeira”.

Um político importante do Partido Popular Sul-Tirolês faz uma avaliação mais bem humorada, mas não menos devastadora, da situação. Ele afirma que, pelo menos para pessoas religiosas, é bom que o Estado italiano exista, apesar do fracasso completo de algumas das principais instituições do governo. “Isso é uma prova positiva de que existe de fato vida após a morte”.

Perdendo a vantagem

No entanto, até mesmo no Tirol do Sul, essa arrogância parece cada vez mais inapropriada. Estudos recentes demonstram que a província está começando a perder a sua vantagem competitiva, que ela carece de novos talentos acadêmicos e que as suas perspectivas para o futuro não são boas. O reino de Durnwalder não conta com condições básicas para o sucesso em um mundo econômico globalizado. Durante décadas, os sul-tiroleses de idioma alemão procuram conter a infiltração do mundo exterior, uma política que agora faz com que a província seja menos atraente para as companhias estrangeiras. O número de pessoas bilíngues está diminuindo e os preços das propriedades comerciais são praticamente inviáveis. Um hectare de terra na região de Bolzano custa cerca de um milhão de euros (R$ 2,24 milhões).

“A liberdade econômica que temos na nossa província não existe em nenhum outro lugar – liberdade econômica para o nosso povo, é claro”, observa espertamente Durnwalder, quando a conversa passa a girar em torno dos obstáculos encontrados pelo investimento estrangeiro.
Apesar desses esforços, as mudanças no bastião do Tirol do Sul não podem mais ser ignoradas. No momento em que o governador sai do seu gabinete, ele vê grupos de marroquinos e paquistaneses reunidos nos parques próximos ao terminal de ônibus. Romenos, poloneses e eslovacos fazem longas jornadas de trabalho nas plantações de maçã da região, que são protegidas por redes antigranizo. “Quem reclamar disto é um fanático”, diz Widmann, o ministro dos Transportes. “Muitos de nós não querem mais colher maçãs. A prosperidade torna as pessoas preguiçosas”.

Os problemas da monocultura

Na vila de Margreid, Alois Lageder diz que o seu negócio depende dos trabalhadores sazonais do Leste Europeu. Produzindo uma média de 1,5 milhão de garrafas de vinho por ano, ele é o maior vinicultor privado do Sul do Tirol – e também o menos convencional. Quando Lageder criou o seu negócio, o seu objetivo era desenvolver “uma marca forte que fosse independente do Tirol do Sul”. Atualmente ele exporta vinho para países tão distantes como a Rússia e a China.

Lageder, um homem alto de olhos azuis, que usa mocassins sem meias, administra a sua vinícola segundo os princípios da agricultura biodinâmica, que é baseada nos ensinamentos do filósofo austríaco Rudolf Steiner. Ele toca música clássica para o sumo da uva enquanto este fermenta nos barris de carvalho. Lageder mantém quartzo sob uma faia-europeia no pátio e aplica o pó deste mineral nas folhas de videira durante a fase correta da lua. E Lageder filosofa sobre “a produção de vinho na era solar” e a respeito de energias renováveis e aquecimento global. “Nós necessitaremos de novas variedades de uva”, afirma o vinicultor.

Lageder já era um pioneiro entre os vinicultores na década de setenta, na época em que o Tirol do Sul era mais conhecido pelo seu vinho barato que era vendido a litro, e em que as vinícolas em torno do Lago Kaltern produziam grande quantidade de bebidas grosseiras. Hoje Lageder tem 60 anos de idade e ainda está profundamente envolvido com o seu trabalho. “O problema do Tirol do Sul é a monocultura”, afirma Lageder. “Tanto na agricultura quanto na política”.

O vinicultor já teve os seus desentendimentos com o governador Durnwalder. Os dois homens entraram em atrito quando Lageder pediu ao governo provincial que aumentasse o financiamento de pesquisas em vez de gastar dinheiro com projetos fúteis. Em outra ocasião, Lageder, um amante da arte e presidente do Museu de Arte Moderna e Contemporânea de Bolzano, provocou a ira do governador quando se recusou a remover do acervo uma peça do artista alemão Martin Kippenberger, que mostra um sapo crucificado segurando uma caneca de cerveja, antes da visita do papa em 2008. “Naquela época, Durnwalder estava em meio a uma campanha eleitoral”, conta Lageder. “E o problema com o sapo crucificado lhe teria custado até 20 mil votos. Depois daquilo a nossa amizade acabou”.

Região tradicional em uma encruzilhada

Durnwalder poderia ser acusado de praticar uma política de dois pesos e duas medidas com o seu desejo de promover a arte moderna, mas apenas quando esta atrai turistas de salto alto e não irrita os eleitores católicos. Mas este sobrevivente político consumado está acostumado a situações delicadas. Por exemplo, ao falar sobre quando era jovem, e tinha o apelido de “Irmão Norbertus”, estando já encaminhado para o sacerdócio, ele espera que essa história convença as pessoas moralistas e conservadoras a minimizarem o período em que vivia cercado de mulheres.

Mas o governador, apesar de todas as contradições, é também uma encarnação do Tirol do Sul dos tempos modernos, uma região agrícola antiga em uma encruzilhada – entre o isolamento e a globalização, entre as crenças populares profundamente enraizadas e o secularismo.
Se Durnwalder abandonar a política, os conflitos tornar-se-ão ainda mais visíveis. O Partido Popular do Tirol do Sul conta atualmente com uma maioria muito pequena no parlamento provincial. Vários partidos do campo nacionalista de língua alemã e da direita italiana ameaçam sacudir o cenário político do Tirol do Sul.

Até mesmo apoiadores tradicionais de Durnwalder, como o empresário Michael Seeber, passaram a criticar o governador, argumentando que ele está ameaçando o futuro da sua terra com a sua mistura de “socialismo estatal sul-tirolês” e comportamento feudal. Seeber, o mais bem sucedido empresário industrial do reino de Durnwalder, é dono de uma companhia que está construindo teleféricos para as Olimpíadas de Inverno de 2014, em Sochi, que fornece sistemas de trens urbanos leves a cidades do mundo inteiro e fabrica turbinas eólicas.

Os limites do crescimento

“Nós aqui no Tirol do Sul atingimos os limites do crescimento”, afirma Seeber. “Já é hora de finalmente abrirmos as portas e reconhecermos que somos parte de uma Europa unida. E que as decisões agora são tomadas em Bruxelas, onde eles não prestarão tanta atenção à nossa pequena população de 500 mil habitantes conforme se faz em Roma”.

É claro que o esperto Luis Durnwalder também sabe disso. Mas o Tirol do Sul ainda faz parte da Itália, e a Itália está tentando evitar uma bancarrota nacional com programas rígidos de austeridade econômica. Por ora, a maior preocupação do governador é encontrar maneiras de impedir que Roma imponha novas cargas econômicas à sua província.

Na última reunião relativa ao orçamento, na primavera italiana, Durnwalder disse ao ministro italiano das Finanças, Giulio Tremonti, que, no que se refere a resgatar as finanças do governo, o Tirol do Sul só poderia fornecer a Roma a seguinte notícia infeliz: nós não temos dinheiro, não somos capazes de imprimir dinheiro e, portanto, não podemos dar quase nada a vocês. As palavras usadas por Durnwalder foram uma tradução italiana de uma famosa frase do dialeto sul-tirolês. Ela foi originalmente proferida por Andreas Hofer, um patriota tirolês e herói militar que foi executado na cidade de Mântua em fevereiro de 1810.
 

Tradutor: UOL

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