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29/08/2007
Supremo do Brasil processa o ex-"nº 2" de Lula

Juan Arias
No Rio de Janeiro


O Supremo Tribunal Federal, a instância máxima da Justiça brasileira, declarou réus na tarde de segunda-feira o ex-ministro José Dirceu, que havia sido o braço-direito do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em seu primeiro mandato.

Dirceu, que já havia renunciado a seu cargo de ministro, acusado de corrupção, e perdido seu mandato de deputado, também tinha sido presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) e, antes de explodir o escândalo, era considerado o sucessor natural de Lula na Presidência da República.

O Supremo já tinha aceitado o pedido do Ministério Público para que seja processado por corrupção ativa, considerando-o também o grande articulador do esquema de suborno de deputados organizado pelo governo e pelo PT. Diante das acusações contra ele, o ex-ministro poderia ser condenado a até 109 anos de prisão.

MENSALÃO NA MÍDIA
Sergio Lima/Folha Imagem -30.nov.2006
Entrevista de Roberto Jefferson deflagrou o escândalo
FINANCIAL TIMES
THE NEW YORK TIMES
Pela mesma acusação de corrupção ativa serão processados o ex-presidente do PT, José Genoíno, hoje deputado, e o ex-tesoureiro do partido, Delúbio Soares. Praticamente o Supremo aceitou completamente as acusações dos promotores contra os 40 personagens acusados de terem participado do que foi considerado o maior escândalo de corrupção política da história da República brasileira.

Esse fato quase fez o próprio Lula perder o mandato em 2005, mas ele acabou se salvando depois de confessar que tinha sido "traído", embora nunca tenha revelado os nomes dos supostos traidores.

Na realidade, Lula foi absolvido pela grande massa do mundo dos pobres, que o acabou reelegendo em 2006, apesar das suspeitas que recaíam sobre ele de, no mínimo, ter permitido que Dirceu e o PT organizassem o esquema de propinas aos deputados.

Outros processados
Também serão processados os ex-líderes dos maiores partidos aliados do governo durante o primeiro mandato de Lula: do conservador Partido Progressista (PP), do Partido Liberal (PL), do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) e do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB).

Dias atrás o Supremo também havia dado luz verde para que sejam processados personagens do mundo das empresa, dos bancos e da publicidade que estiveram envolvidos no escândalo. A decisão do Supremo foi em boa parte condicionada pelas pressões da opinião pública, que acompanhou ao vivo pela televisão as discussões e decisões dos 11 membros do Supremo.

A opinião pública acusou duramente durante todo esse tempo a impunidade da qual costumam gozar os políticos corruptos, que sempre acabam absolvidos pelos tribunais judiciais e aos quais os respectivos partidos acabam protegendo, impedindo que sejam julgados como os simples mortais e abrigando-os dentro do partido.

Agora serão necessários vários anos para que os tribunais dêem o veredicto final, mas politicamente a decisão do Supremo acabou com a hipótese de que se tratasse apenas de uma manobra da oposição para sangrar o governo Lula.

Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves

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