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28/10/2008

Partido de Lula sofre derrota sonora em São Paulo

El País
Francho Baron
No Rio de Janeiro
Cerca de 27 milhões de brasileiros foram chamados no último domingo às urnas para eleger em segundo turno os prefeitos de 30 cidades. O Partido dos Trabalhadores (PT), fundado e sustentado ideologicamente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, saiu seriamente abalado depois de uma sonora derrota em São Paulo, onde o candidato conservador do Partido dos Democratas (DEM), Gilberto Kassab, se impôs à petista Marta Suplicy.

A conseqüência será a saída de Suplicy da corrida pela presidência do Brasil em 2010; ela disputava esta rodada com o apoio expresso de Lula. O PT também não conseguiu ganhar em Salvador ou Porto Alegre, outras duas grandes capitais nas quais disputava com candidatos próprios.

Mas a imagem pessoal de Lula continua vivendo seu auge. Muitos analistas falam de um novo fenômeno político, o "lulismo", que está eclipsando a tradição, a existência e o rumo de todo um partido.

Com 100% da apuração concluída, Kassab obteve mais de 60% dos votos em São Paulo, contra pouco menos de 40% para a ex-ministra do Turismo, ex-prefeita e grande aposta do PT, Marta Suplicy. Mas o grande derrotado nessas municipais não é Lula, e sim o PT; primeiro porque a capital paulista é o maior centro de poder do Brasil, onde se cozinham futuros governos federais e se tomam decisões de transcendência para a economia nacional.

Em segundo lugar, o resultado deixa claro que os altíssimos níveis de popularidade do governo estão indissoluvelmente ligados à imagem de Lula. De fato, muitos analistas se questionam até que ponto o PT poderá ganhar as próximas presidenciais sem ele, pois segundo a Constituição não pode se candidatar a um terceiro mandato.

A derrota deixa o caminho livre para que seja a superministra da Casa Civil e íntima do presidente, Dilma Rousseff, quem assumirá o desafio em 2010. Segundo o jornal "Folha de S. Paulo", Lula, antecipando-se à derrota de Suplicy, já havia comunicado a seu entorno mais próximo que apoiará Rousseff em sua sucessão no PT.

No Rio de Janeiro, o virtual empate entre Fernando Gabeira, do Partido Verde, e o centrista Eduardo Paes (PMDB), se resolveu com uma tensa contagem voto a voto que terminou dando a vitória a Paes por pouco mais de 1,5%. O PT sai ganhando, já que apostava em sua candidatura, e além disso o PMDB é o partido que reforça politicamente o governo federal de coalizão capitaneado pela formação de Lula. Trinta grandes cidades realizaram o segundo turno eleitoral Luiz Roberto Mendes Gonçalves

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