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25/11/2008

Carro e futebol por 400 mil euros

El País
Manel Serras
Em Jerez
Há três anos, quando decidiram criar um campeonato que combinasse as corridas de automóveis com o futebol, a principal preocupação de Alex Andreu e seus sócios era se seriam capazes de envolver os clubes. Depois da primeira edição, a resposta é afirmativa. Os clubes, um pouco céticos no princípio, acabaram emprestando sua imagem, vendendo o produto em seus estádios, apresentando os pilotos a seus torcedores, promovendo as corridas em seus próprios sites na web e inclusive emprestando seus melhores jogadores para atos publicitários. A Superleague Fórmula encerrou ontem com sucesso seu primeiro ano, dando o primeiro título à equipe chinesa Pekín Guoan e a seu piloto italiano Davide Rigon, que superou na classificação o PSV Eindhoven (conduzido por Yelmer Buurman) e o Milan (pilotado por Robert Doornbos, ex-Fórmula 1).

"Alguns acreditavam que não acabaríamos a temporada", explicou Andreu, o presidente da Superleague, "mas a idéia atraiu o envolvimento dos clubes e o projeto vai crescer." A Superleague se desenvolveu em sua primeira edição nos circuitos de Donington Park, Nurburgring, Zolder, Estoril, Vallelunga e Jerez de la Frontera, e incorporou pilotos da categoria de Adrián Vallés, Robert Doornbos, Antonio Pizzonia, Andy Soucek, Borja García ou Davide Rigon, alguns procedentes da F-1, da GP2 e das World Series. Um total de 18 clubes, entre eles Atlético de Madrid, Milan, Flamengo, Borussia, Olympiacos, Basel, Tottenham, Porto, Roma e Anderlecht, aceitaram o desafio. "Em 2009 vamos incluir pelo menos outros três e haverá entre seis e oito corridas", acrescenta Andreu. Cheste é um dos circuitos que poderá ser incluído.

"A idéia de juntar os torcedores do futebol e do automobilismo é brilhante", afirma Numa Frossart, chefe de marketing do Basel. "Nós o integramos em nosso clube como mais uma seção e nos dá a possibilidade de oferecer a nossos patrocinadores um fim de semana nas corridas para seus principais clientes."

Em Jerez, cerca de 20 mil torcedores foram ao circuito para animar o carro do Sevilla, dirigido por Borja García. "Para nós já constitui um sucesso, mas creio que o campeonato despertou mais interesse fora da Espanha do que em nosso país", adverte Albert Roc, chefe de comunicação da Superleague. "É provável que seja pelo desconhecimento de nosso produto. O que mais reforçamos é a proximidade dos carros e entre os pilotos e o público, algo que não ocorre na Fórmula 1".

Os boxes das escuderias tentam reproduzir através de grandes painéis fotográficos o ambiente dos estádios das equipes de futebol que representam. Em Jerez, o do Sevilla estava praticamente aberto ao público: podia-se ver como trabalhavam os mecânicos ou se fotografar com os pilotos. "Este é um dos elementos diferenciais", afirma Andreu. O segundo é ter conseguido um carro espetacular, mais largo e mais longo inclusive que os da Fórmula 1 e com um motor de 12 cilindros, 4,2 litros, capaz de desenvolver uma potência de 750 CV a 12.000 rpm -os da F-1 vão até 19.000-, o que garante a vida do propulsor para a metade do campeonato.

"Os custos reduzidos são uma parte fundamental. Conseguimos uns carros de grandes rendimentos [estão acima da World Series e muito perto dos tempos da GP2] por um preço muito acessível", comenta Andreu. O custo total de um carro da Superleague é de cerca de 400 mil euros. Com dois motores pode-se cobrir todo o campeonato. O custo por carro e temporada não chega a 2 milhões de euros e o orçamento total, de 35 milhões, espera-se que baixe para 20 ou 25 milhões em 2009. Os pilotos não ganham, mas também não pagam como na GP2, na qual devem pagar 1,5 milhão, ou nas World Series, em que contribuem com 700 mil euros dos gastos. Para muitos deles este campeonato representou dar continuidade a suas carreiras para voltar às categorias superiores.

"O formato me encantou. Me diverti como um menino e o motor puxa como um demônio", afirma Adrián Vallés, piloto do Liverpool. A Superleague encerrou no domingo seu primeiro assalto. "O segundo será muito melhor", conclui Andreu. A Superleague encerra sua primeira temporada despertando mais interesse fora da Espanha Luiz Roberto Mendes Gonçalves

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