UOL Notícias Internacional
 

21/12/2008

Ruanda: os cem dias que estremeceram o mundo

El País
O. Güell
Em Madri
Em 6 de abril de 1994 começou em Ruanda uma orgia de violência que durou cem dias. Quando o mundo, pouco interessado em saber e menos ainda em intervir, descobriu o que acontecia, estremeceu diante do rastro de 800 mil tutsis e hutus moderados assassinados a machadadas pelos interahamwe, os que matam juntos, hutus. As tensões entre as etnias hutu e tutsi têm suas raízes na época colonial, mas o que ocorreu em 1994 foi um plano preparado para eliminar qualquer presença tutsi em Ruanda. Era a solução final, alternativa brutal aos recorrentes confrontos entre as duas etnias.

Ruanda tinha um governo hutu em 1990, quando a milícia tutsi da Frente Patriótica de Ruanda (FPR), do atual presidente, Paul Kagame, iniciou seus ataques no norte do país a partir de Uganda. A guerra civil em marcha foi o contexto em que, desde emissoras de rádio e aldeias, se disseminou o ódio contra os tutsis como agressores que queriam escravizar os hutus.

As diversas tentativas de selar a paz, sendo a mais importante o acordo de Arusha (Tanzânia) de 1993, foram boicotadas pelas duas partes, especialmente pelos radicais hutus, contrários ao pacto que deixaria o país nas mãos de um governo de união. A delicada situação explodiu literalmente em 6 de abril de 1994, quando um atentado ainda não solucionado desintegrou o avião em que viajavam os presidentes de Ruanda, Juvenal Habyarimana, e de Burundi, Cyprien Ntaryamira. No dia seguinte, a guarda presidencial assassinou o primeiro-ministro ruandense, o hutu moderado Agathe Uwilingiwimana, e começaram os cem dias de horror aos quais o Tribunal da ONU para Ruanda tenta agora dar um desfecho civilizado. Luiz Roberto Mendes Gonçalves

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