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26/03/2009

"O orçamento da UE envelheceu", diz ministra da Suécia

El País
Oriol Güell Em Madri
A Suécia assumirá em 1º de julho a presidência de uma União Europeia pendente da crise econômica, da renovação da Comissão Europeia e da entrada em vigor (ou o enterro quase definitivo) de um Tratado de Lisboa que a Irlanda submeterá às urnas pela segunda vez neste outono. Desafios gigantescos que não assustam o governo de Estocolmo, disposto a promover outro debate que promete ferir várias suscetibilidades no seio da UE.

"É preciso modernizar o orçamento. Seus princípios são velhos, de meio século atrás. Não tem sentido gastar três de cada quatro euros em agricultura e ajuda regional", afirmou ontem em Madri a ministra de Assuntos Europeus sueca, a liberal Cecilia Malmström (nascida em Estocolmo em 1968). "A crise nos ensinou que essas contas não servem para os desafios de hoje. O futuro da Europa passa pela pesquisa, a relação entre o clima e as fontes de energia, as infraestruturas, a cooperação jurídica e policial... Sabemos que é uma questão delicada e que o debate será lento e difícil, mas é preciso lhe dar um impulso, e este é o momento adequado."

Diante da crise econômica, Malmström considera que a UE fez a lição de casa antes da próxima reunião do G20. "Demonstramos que os 27 sabemos trabalhar juntos. Investir € 500 bilhões é um grande passo e agora é preciso esperar para ver os resultados. Adotar antes outras medidas seria precipitado. Sei que os EUA querem que invistamos mais dinheiro, mas a UE goza de uma cobertura social cara que eles não têm. Isso os obriga agora a gastar mais."

A ministra sueca admite, porém, que o que marcará sua presidência será o voto irlandês ao Tratado de Lisboa. "Confiamos que desta vez o aprovem, porque disso depende a renovação da Comissão. Se ganhar o 'não', a renovação será feita com as regras do Tratado de Nice e será reaberto o grande debate sobre o futuro da União."

Fiel à tradição escandinava, a Suécia quer transformar a luta contra a mudança climática em mais um eixo de sua presidência, cujo encerramento será a cúpula mundial do clima em Copenhague em dezembro deste ano. "A UE precisa ajudar para que a cúpula seja um êxito e supere as dúvidas não resolvidas em Poznan, um ano atrás. Disso depende o futuro da humanidade."

Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves

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