UOL Notícias Internacional
 

28/03/2009

Jogador brasileiro naturalizado dá equilíbrio à seleção turca

El País
C. Ros e H. Iglesias Em Valência e Sevilha
"Que prejuízo nos causou!", espetou o técnico do Fenerbahce, Luis Aragonés, ao representante Bairan Tutumlu quando se encontraram em um avião. O ex-treinador espanhol se referia à manobra do agente para que o meio-campo brasileiro Marco Aurélio, naturalizado turco desde 2006, abandonasse no verão o clube turco e ficasse livre, o que o Betis aproveitou para contratá-lo. Aurélio era ídolo no Fenerbahce e sua saída abalou os meios futebolísticos de Istambul. "Me ameaçaram de morte", lembra Tutumlu. O Fenerbahce tinha uma opção para renová-lo, mas as opções deixaram de ter validade e a Fifa deu razão ao jogador. Para substituí-lo, o Fenerbahce tentou sem êxito contratar Senna, exatamente seu rival direto na noite de sábado no Bernabéu. Ao se nacionalizar, adquiriu o nome mais comum entre os turcos, Mehmet, que é a tradução turca do nome árabe Muhammad (Maomé).

Assim como Senna, Aurélio, 31 anos, pertence a uma raça privilegiada de jogadores tão apreciados pelos treinadores. O treinador turco, Fatih Terim, o considera um líder indiscutível: por ser disciplinado, trabalhador e inteligente, basicamente honrado. Pouco importa seu escasso domínio da língua turca: o idioma do futebol é universal. Na seleção, Aurélio se sente capitão geral. O foi na última Eurocopa da Áustria e Suíça, onde a Turquia foi semifinalista. Desfruta de mais projeção ofensiva que no Betis, onde guarda mais as costas de Emaná. "Guarda muito bem sua posição e tira a bola com muita facilidade, preferindo o passe curto ao longo", descreve o técnico verde e branco, Paco Chaparro, que acrescenta: "Tem um peso importante no vestiário por sua experiência e sua capacidade de controle de situações". "É um grande jogador de equipe, constante e sempre confiável. É complicado que perca uma partida", completa Carmelo Pozo, mão-direita de Chaparro no Betis.

Apesar de seu trabalho defensivo, soma quatro gols no quadro bético. E disputou 26 das 28 jornadas da Liga. Aurélio pertence à estirpe dos brasileiros tranquilos, meio-campos como Mauro Silva ou Senna, que servem tanto para uma posição quanto para outra. Mas também pode perder os nervos. Em 26 de abril de 2007, depois de perder uma partida da semifinal da copa turca contra o Besiktas, Aurélio atacou Ricardinho no estacionamento do estádio, supostamente por ter sido insultado. Ficou sem jogar duas partidas. Natural do Rio de Janeiro, Aurélio jogou sem deixar rastro no Flamengo e no Olaria antes de se transferir para a Turquia. Passou três temporadas no Trabzonspor antes de assinar com o Fenerbahce.

Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves

Siga UOL Notícias

Tempo

No Brasil
No exterior

Trânsito

Cotações

  • Dólar comercial

    12h29

    -0,56
    3,127
    Outras moedas
  • Bovespa

    12h30

    -0,05
    75.563,11
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host