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02/04/2009

Filha de Alberto Fujimori lança pré-candidatura à presidência do Peru e espera absolvição do pai

El País
Jaime Cordero Em Lima
Várias ocupações dividem o tempo da parlamentar Keiko Fujimori: uma gravidez em progresso, o julgamento de seu pai - o ex-presidente Alberto Fujimori - e a organização do partido com o qual espera que o fujimorismo concorra nas eleições de 2011. Keiko é a candidata natural de um movimento que se define por um sobrenome e que apresenta um partido novo em cada eleição. Sente-se forte não só pelos 602 mil votos que a transformaram em 2006 na congressista mais votada, mas também porque pesquisas recentes a colocam no topo das intenções de voto, com 19%, a mesma porcentagem que Luis Castañeda, o atual prefeito de Lima. A preocupação principal de Keiko Fujimori, 33 anos, hoje é o julgamento de seu pai. "Espero que o tribunal aplique justiça a meu pai", afirma.

El País - Pode-se dizer que a senhora já é candidata presidencial?
Keiko Fujimori -
Pré-candidata, sim. Mas faltam passos importantes para o lançamento de uma candidatura oficial. O mais importante é a inscrição de nosso partido. Depois haverá eleições internas.

EP - O resultado do julgamento de seu pai será crucial para o futuro de seu movimento?
Fujimori -
Se meu pai for absolvido, como esperamos, daria uma grande alegria ao fujimorismo porque durante anos tentamos limpar seu nome e os dos funcionários que colaboraram com ele. Não há provas, e portanto esperamos que seja declarada sua inocência. E se algo eu percebi durante este julgamento é que há uma grande solidariedade com meu pai. Uma sentença injusta significará um maior apoio.

EP - Qual será sua reação se a sentença for condenatória?
Fujimori -
Não contemplamos derrotas. Esperamos que ele seja absolvido. Mas pedimos aos fujimoristas que se mantenham alertas. Obviamente, apelaríamos e continuaríamos com nossas mobilizações pacíficas para dizer a Alberto Fujimori que não está só.

EP - É inverossímil acreditar que seu pai ignorava o que estava ocorrendo na luta antiterrorista?
Fujimori -
A política oficial antiterrorista de Alberto Fujimori é a que salvou o Peru. Ele estava muito pendente de que essa política fosse aplicada.

EP - Por isso mesmo, sendo ele um presidente tão pendente de tudo, é verossímil crer que ignorasse as atividades clandestinas do grupo Colina (esquadrão militar ilegal que lutava contra o terrorismo)?
Fujimori -
Pelo fato de ser uma pessoa muito eficiente em seu trabalho, não se pode atribuir que conheça até a cor dos relógios dos escritórios. Não podemos atribuir ao presidente Fujimori os erros cometidos por terceiros. O que eu resgato é que o presidente teve uma só política antiterrorista, a que salvou o país. E os crimes cometidos são de culpa individual e não coletiva, nem do Estado nem do presidente.

Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves

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