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18/04/2009

Cuba é o centro das discussões na Cúpula da Alba

El País
Maye Primera Em Caracas
A 7ª Cúpula da Alternativa Bolivariana para as Américas (Alba), que se realizou entre as últimas quinta e sexta-feira na cidade venezuelana de Cumaná, moveu-se ao som de Cuba. O presidente anfitrião, Hugo Chávez, havia prometido que o encontro seria propício para que os países que se opõem à Área de Livre Comércio das Américas (Alca) preparassem uma boa "artilharia" para exigir como um só bloco o levantamento do embargo contra Havana na Cúpula das Américas, que começou na sexta-feira (17) em Trinidad e Tobago. E Chávez cumpriu. Vestindo uniforme militar de campanha, o venezuelano recebeu no aeroporto o presidente cubano, Raúl Castro, e os demais mandatários latino-americanos, que, assim que desembarcaram, disseram que assinariam uma declaração conjunta em apoio à ilha.

"Temos de exigir o fim do bloqueio a Cuba, de um embargo que significou um enorme prejuízo à população cubana, a violação de seus direitos humanos, um verdadeiro genocídio que se prolonga por 48 anos e que tem de desaparecer", disse o presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, ao chegar a Cumaná. Já no salão de reuniões, o presidente da Bolívia, Evo Morales, se ofereceu para redigir o documento no qual se exigiria da Cúpula das Américas que reconheça a plena liberdade de comércio da ilha e que Havana volte a fazer parte de organismos internacionais como a Organização de Estados Americanos (OEA), da qual Cuba foi excluída em 1962.

"Eu quero me declarar marxista-leninista e socialista, e agora quero que me expulsem da OEA", desafiou Morales. "Não se pode crer que por ser marxista-leninista nos expulsem da OEA", acrescentou.

O presidente paraguaio, Fernando Lugo, e os primeiros ministros de San Vicente e Granadinas, Ralph Gonsalves, e de Dominica, Roosvelt Skerrit, também acompanharam as críticas à natureza "anticubana" da OEA e da Cúpula das Américas, tuteladas pelos EUA.

Entre quinta e sexta-feira a mídia oficial da Venezuela reforçou o pedido da Alba a favor de Cuba em seus programas de rádio, televisão e internet, lembrando que nessa data, 17 de abril, "as forças armadas revolucionárias de Cuba" derrotaram em apenas 64 horas a "invasão mercenária" dos EUA que desembarcou em Playa Girón em 1961.

A Alternativa Bolivariana para as Américas foi fundada em 2004 por Cuba e Venezuela para se opor à Área de Livre Comércio das Américas. Hoje também fazem parte dela Bolívia, Nicarágua, Honduras e Dominica como membros plenos, e Equador como observador. Esta semana, Paraguai e San Vicente e Granadinas solicitaram sua incorporação.

Desta sétima cúpula participaram, além dos presidentes de Cuba e Venezuela, os da Nicarágua, Daniel Ortega; do Paraguai, Fernando Lugo, e de Honduras, Manuel Zelaya; os primeiros-ministros de Dominica, Roosvelt Skerrit, e de San Vicente e Granadinas, Ralph Gonsalves, e o chanceler do Equador, Fander Falconi.

Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves

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