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28/04/2009

A candidata à sucessão de Lula revela que tem câncer

El País
Juan Arias No Rio de Janeiro
A ministra da Casa Civil do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff, candidata a sua sucessão na presidência do Brasil nas eleições do ano que vem, anunciou no sábado (25) que há três semanas descobriu que está com câncer linfático e que terá de submeter-se a quimioterapia durante quatro meses. No entanto, avisou que não deixará o cargo e que manterá o ritmo de trabalho.

Apesar de os médicos terem afirmado que o câncer que foi detectado nela costuma ser curado em 90% dos casos, e que o tumor de 2,5 centímetros já foi extraído, a notícia revolucionou a classe política do país, tanto do governo quanto da oposição.

Uma vez que Dilma é a única candidata com possibilidades reais de ganhar as eleições, foi reaberto o debate sobre a possibilidade de mudar a Constituição para permitir a Lula que se apresente pela terceira vez para competir com o candidato da oposição, o social-democrata José Serra, atual governador do poderoso Estado de São Paulo, a quem já venceu no segundo turno das eleições em 2002. Alguns analistas pensam que, se Dilma superar a doença, poderá ver favorecida sua candidatura por se humanizar perante a opinião pública, sobretudo entre o eleitorado feminino.

Dilma demonstrou a coragem que sempre a caracterizou, o que lhe valeu o apelido de "mulher dura", e depois de anunciar que continuará trabalhando como sempre, afirmou: "Na vida todos enfrentamos desafios. A vida é um desafio permanente. Este é mais um para mim, e tenho certeza de que o superarei. Nós, brasileiros, somos capazes de superar obstáculos e sair inteiros do lado de lá".

Tradução: Lana Lim

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