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14/05/2009

Barcelona e Madri têm altos níveis de drogas no ar em regiões universitárias

El País
Mónica L. Ferrado Em Barcelona
Em Barcelona e Madri a droga está no ar. Cientistas do CSIC encontraram altas concentrações de cocaína, heroína, maconha e MDMA em duas estações de qualidade do ar situadas nas áreas universitárias. Em Barcelona, na avenida Diagonal, e em Madri no campus da Universidade Complutense. "Não é representativo de toda a cidade", explicam os autores. Mas permite saber que essas áreas são focos de consumo.

O estudo piloto permitiu desenvolver uma tecnologia de medição que, caso se consiga financiamento, se espera aplicar em outros bairros e cidades. Trata-se de uma série de filtros instalados nas mesmas estações que medem a poluição ambiental. Captam até 17 compostos e metabólitos que essas drogas emitem. No caso da cocaína, as emissões ocorrem "no processo de manipulação até cheirá-la", explica Mar Viana, pesquisadora do CSIC. O sistema também recolhe as partículas originadas pela fumaça da cannabis e da heroína fumada.

No fim de semana, os pesquisadores viram que aumentam os níveis do metabólito da maconha. "Já supúnhamos que íamos encontrar um consumo de cannabis, sobretudo entre os estudantes", indica Viana. Os níveis mais altos foram detectados em cocaína. No ar de Barcelona se detectaram em média 210 picogramas (bilionésimo de grama). No fim de semana as concentrações registradas podem chegar a quadruplicar. "Nesta área se concentram focos de consumo, que podem estar relacionados com a prostituição e outras atividades atrás do campo do Barça", afirma Damià Barceló, do CSIC, também autor de um estudo que no ano passado revelou altos níveis de cocaína nas águas residuais da cidade, equivalentes a um consumo de mais de 70 mil doses diárias (doses de 100 miligramas).

Em Madri os valores médios de cocaína (480 picogramas) são ainda maiores. Também se detectou uma maior presença de heroína fumada. "Provavelmente porque a estação de amostragem está relativamente perto de um bairro onde há um potencial comércio de drogas e porque nas imediações há um edifício em ruínas habitado esporadicamente", segundo os autores.

Isto quer dizer que respirar o ar dessas regiões pode ter algum efeito? "Nem vivendo mil anos chegaríamos a respirar o equivalente a uma dose de cocaína", conclui Viana.

Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves

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