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26/05/2009

Europa disputa com Brasil adoção de sistema de TV digital para a AL

El País
Soledad Gallego-Díaz
Em Buenos Aires
A batalha pelos modelos e padrões técnicos da televisão digital é uma das mais importantes que se desenrolam atualmente no mundo, pelo fabuloso volume de negócios que implica, não só pelos decodificadores, como também pelos aparelhos de televisão (compatíveis ou não), incluindo sua interconectividade e interatividade com outros sistemas, inclusive de telefonia.

Bilhões de consumidores logo vão passar a usar em seus lares um novo sistema tecnológico, com tudo que ele acarreta, e a Europa, o Japão e os EUA disputam para ver quem consegue uma maior penetração e por fim ficar com o mercado. Esses três modelos mantêm a guerra, ainda que o norte-americano pareça ter cedido terreno. A América Latina, muito atrasada em relação a outras áreas do mundo em seus planejamentos para enfrentar o apagão analógico, é um dos terrenos mais importantes da disputa entre a Europa e o Japão, e, sobretudo, com o Brasil, que adaptou o modelo japonês e agora tenta se introduzir a toda velocidade nos países vizinhos.

Para evitar que o Brasil consiga penetrar no mercado latino-americano, a União Europeia (UE) lançou uma nova ofensiva na Argentina, com a visita de uma equipe de especialistas comandados por Christophe Forax, que defende as vantagens do sistema de televisão digital promovido pelo consórcio DVB, integrado por 280 organizações de 35 países europeus. A UE exige que as autoridades argentinas tomem uma decisão rápida, assim como fizeram a Colômbia, o Uruguai e o Panamá.

"O sistema DVB, que permite decodificadores mais baratos, funciona na Alemanha, Finlândia, Holanda e Suécia, oferece uma grande interatividade, e por ter sido adotado já em 121 países (54% da população mundial) oferece uma economia de escala que garante os custos mais baixos do mercado", explicou Christophe Forax, representante da UE para esses assuntos.

Forax criticou o modelo brasileiro, SBTVD, que é uma modificação do padrão japonês: "Um televisor fabricado no Japão não pode ser usado no Brasil, e do mesmo modo, um televisor brasileiro só poderá ser usado no Brasil", garantiu.

O DVB, sustenta Forax, também proporciona as melhores possibilidades de participação das indústrias argentinas de software. "É o modelo mais democrático e o que melhor garante a pluralidade, e oferece vantagens em termos de investimento, emprego, exportação e cooperação". Além disso, a UE oferece um fundo de financiamento para o processo de adaptação de € 9 milhões até 2013. Mas a decisão, insinuou Forax, deve ser rápida, os países que optarem mais cedo pelo DVB serão aqueles que obterão essas vantagens financeiras mais rapidamente.

Tradução: Lana Lim

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