UOL Notícias Internacional
 

04/06/2009

Três grandes acidentes aéreos abalaram o Brasil desde 2006

El País
Francho Barón No Rio de Janeiro
Os acidentes aéreos parecem atingir especialmente o Brasil, que desde 2006 sofreu em três ocasiões o golpe desse tipo de tragédia. Em setembro desse ano um Boeing 737 da companhia brasileira Gol se precipitou na selva do estado de Mato Grosso depois de colidir em pleno voo com um jato Legacy. Morreram 154 passageiros. Em junho de 2007 uma aeronave da companhia TAM se chocou contra construções em São Paulo depois de sair da pista do aeroporto de Congonhas. O saldo mortal foi de 199 pessoas.

  • AP

    Airbus A330-200 saiu do Rio de Janeiro com destino a Paris

Nesta ocasião, 58 brasileiros viajavam a bordo do Airbus francês e várias de suas histórias são profundamente comoventes. Como a da sueca residente no Rio de Janeiro Christine Badre Schnabl, de 34 anos, casada com um cidadão brasileiro e mãe de dois filhos. Christine viajava no Airbus 447 com seu filho Philipe, de 5 anos, enquanto em outro voo que decolou do Rio com destino a Paris horas antes iam seu marido e sua filha de 3 anos. O casal tinha por norma não viajar junto com os filhos no mesmo avião por medo de um acidente aéreo. Tinham previsto se reunir no aeroporto Charles de Gaulle para continuar juntos a viagem para a Suécia, onde passariam suas férias anuais. Ironia da vida: o que muitos considerariam um verdadeiro exagero acabou ganhando todo o sentido.

Não menos triste é a história do carioca Lucas Gagliano, 24 anos, que fazia parte da tripulação do voo AF 447. Embora o jovem morasse em Paris, acabava de passar duas semanas no Rio para assistir ao enterro de seu pai, falecido recentemente, e acompanhar sua família nos primeiros momentos da perda. Nesta terça-feira seus parentes ainda abrigavam a esperança de que aparecesse com vida em algum lugar do oceano.

Especialistas analisam o que poderia ter provocado o acidente do Airbus

A única nota de cor foi dada anteontem por André Sampaio, que aos 59 anos se transformou em um dos moradores mais populares e carismáticos da ilha de Fernando de Noronha. Sampaio foi o rádio-amador que informou de sua casa para todo o Brasil (e consequentemente o resto do mundo) que haviam aparecido os primeiros pedaços de fuselagem flutuando no oceano, depois de interceptar as conversas entre dois aviões Hercules da Força Aérea Brasileira que operavam na área. O vazamento para a imprensa ocorreu sem aviso prévio à Aeronáutica, que não pretendia divulgar a informação tão depressa. Mas Sampaio não tem muito de que se envergonhar, já que acumula prêmios por sua valiosa colaboração nos trabalhos de salvamento de mais de 20 desastres aéreos e marítimos nessa região.

Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves

Siga UOL Notícias

Tempo

No Brasil
No exterior

Trânsito

Cotações

  • Dólar comercial

    16h59

    0,32
    3,157
    Outras moedas
  • Bovespa

    17h21

    0,56
    63.760,62
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host