UOL Notícias Internacional
 

13/06/2009

Otan vai vigiar eleições no Afeganistão

El País
Ricardo M. de Rituerto Em Bruxelas
Entre 8.000 e 10.000 soldados vão reforçar circunstancialmente a crescente mobilização militar aliada no Afeganistão para proteger o desenrolar das eleições presidenciais a se realizar no próximo dia 20 de agosto. A Espanha contribuirá com um batalhão de 450 militares que serão repatriados um mês depois de terminado o processo eleitoral.

A realização de eleições presidenciais limpas e de credibilidade no Afeganistão é o desafio de calendário mais urgente da comunidade internacional, que espera cumpri-lo para concentrar imediatamente depois esforços e estratégias na estabilização do país. O reforço militar eleitoral é puramente conjuntural, embora alguns países tenham manifestado disposição a manter essas forças adicionais depois da eleição. A Espanha se retirará um mês depois de concluído o processo, que poderá exigir um segundo turno a se realizar em data ainda não definida.

Os ministros aliados, juntamente com os de outros países contribuintes da Força Internacional de Segurança no Afeganistão (Isaf na sigla em inglês), deram na sexta-feira a aprovação para uma nova estratégia que enfatiza o lado civil sem ceder na pressão militar. Daí a reorganização da estrutura de comando militar, que a partir de agora ficará sob as ordens do general americano Stanley McChrystal, um veterano dos serviços especiais.

"A lógica é clara, pois a missão já supera os 60 mil soldados e continuará crescendo", explicou o secretário-geral aliado, Jaap de Hoop Scheffer. Washington segue no Afeganistão o modelo de intensa pressão militar testado com aparente sucesso no Iraque. No final do ano passado americanos e demais aliados se distribuíam em metades os cerca de 65 mil militares mobilizados no país. Agora há 56 mil americanos e cerca de 33 mil aliados. Washington aumentará antes do inverno sua contribuição para 68 mil .

Os responsáveis pela defesa da União Europeia também aprovaram a continuidade da presença aliada no combate à pirataria na zona da Somália. A decisão pareceu adiada na véspera, mas no jantar de quinta-feira todos entraram inesperadamente em acordo. "Não é aceitável que uma organização político-militar com tantos meios não participasse de tal missão", explicou Scheffer.

Para o grupo naval que assumirá o turno quando o atual concluir sua missão, no fim do mês, no qual navega a fragata espanhola Blas de Lezo, a Espanha contribuirá com os militares destacados no quartel-general do novo grupo. Diante das presenças anteriores curtas e descontínuas, a missão aprovada na sexta-feira tem vocação de permanência. Os aliados se coordenarão com a missão Atalanta da UE e com os barcos que outros países têm mobilizados na região.

Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves

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