UOL Notícias Internacional
 

09/07/2009

Nova onda de protestos no Peru abala governo de García

El País
Jaime Cordero
Em Lima (Peru)
Os habitantes de Lima encontraram na quarta-feira uma cidade incomumente militarizada. São os efeitos de uma nova onda de greves e mobilizações convocadas para esta semana pelas centrais sindicais, sobretudo dos trabalhadores dos transportes. Cada um tem suas queixas particulares, mas todos se unem no protesto contra a gestão do presidente Alan García. Para evitar tumultos, as Forças Armadas foram autorizadas a apoiar a polícia, sobretudo na proteção de vias e locais públicos. Em Lima cerca de 1.200 soldados saíram às ruas e em todo o país o número chegou a 3.500. Os militares se acrescentaram aos 35 mil policiais mobilizados.

Os protestos tornaram-se coisa cotidiana no Peru. Depois dos violentos confrontos com os indígenas da Amazônia e das manifestações em várias localidades no sul do país, desta vez se somaram as reivindicações de vários setores.

Os empregados dos transportes pedem a anulação de um novo código de trânsito que estabelece multas muito mais severas. O sindicato dos professores (Sutep), um dos mais poderosos do país, exige a revogação de uma lei sobre a carreira pública para o magistério. A plataforma política da chamada Frente Nacional pela Vida e a Soberania, de extrema-esquerda, convocou uma greve geral de três dias que termina hoje, exigindo a demissão de todo o gabinete ministerial e a convocação de uma Assembléia Constituinte. A tudo isso devem-se somar as reivindicações de várias regiões, especialmente do sul, onde o desemprego foi sentido com mais força.

Nos últimos dias o presidente García insistiu que essas manifestações são incitadas por agentes do exterior, concretamente da Bolívia e da Venezuela, interessados em desestabilizar seu governo. Também anunciou que até este fim de semana, no máximo, haverá um novo gabinete, com o que confirmou a saída do primeiro-ministro Yehude Simon, embora ainda não se conheça seu substituto. As últimas semanas de protestos minaram a popularidade do presidente, que caiu de 35% para 25%, segundo uma pesquisa da Universidade Católica.

Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves

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