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23/07/2009

Biden chega à Geórgia para confirmar apoio dos EUA

El País
Rodrigo Fernández
Em Moscou (Rússia)
O vice-presidente dos EUA, Joe Biden, chegou na quarta-feira à Geórgia (Leste Europeu) para reafirmar o apoio americano à antiga república soviética. Tanto o governo como a oposição na capital, Tbilisi, esperam que Biden defenda a integridade territorial da Geórgia, que foi rompida depois da guerra de agosto de 2008, quando a Rússia reconheceu unilateralmente a independência dos territórios separatistas da Abcázia e da Ossétia do Sul.

Biden qualificou a Geórgia de "importante parceiro" dos EUA, entre outras coisas devido ao apoio de seus soldados no Afeganistão e também por ser uma "ponte" na rota energética entre o Leste Europeu e o Ocidente. "Temos certeza de que com a ajuda de nossos amigos estrangeiros restabeleceremos a unidade territorial da Geórgia", salientou seu anfitrião, o presidente Mikhail Saakashvili.

Frustradas suas expectativas de um rápido ingresso na Otan, a Geórgia tenta agora conseguir que os EUA se envolvam mais no conflito com a Rússia, para o que insistirá que Washington envie observadores em campo, que se somariam à missão da UE sobre os limites administrativos da Abcázia e da Ossétia do Sul.

A Geórgia também quer que os EUA lhe forneçam novos armamentos, concretamente sistemas de defesa antiaérea e antitanques, segundo o jornal "The Washington Post". Os EUA venderam armamento à Geórgia no passado, mas ceder agora aos desejos de Tbilisi seria interpretado pela Rússia como um preocupante sinal de Washington. A missão europeia de observação consta de 246 homens desarmados e faz parte dos acordos negociados pelo presidente francês, Nicolas Sarkozy, com a Rússia e a Geórgia, que puseram fim ao confronto armado, embora não tenham solucionado o conflito entre Tbilisi e os dois territórios separatistas.

Para o governo georgiano, a participação americana na missão europeia teria grande poder de dissuasão diante da Rússia. "A ampliação da missão de observadores da UE é uma de nossas tarefas e está em curso um debate sobre o assunto com a parte americana", manifestou o embaixador da Geórgia nos EUA, Batu Kutelia. Segundo o secretário do Conselho Nacional de Segurança, Eka Tkeshelashvili, "é difícil determinar quais são as linhas vermelhas que Moscou respeitará. No ano passado vimos como trespassou praticamente todos os limites imagináveis".

A visita de Biden "mostra que os EUA não só não pensam em renunciar ao apoio à soberania e à integridade territorial da Geórgia, como planejam dar passos muito enérgicos para reforçar nosso país em todas as esferas", declarou o ministro de Estado Temur Yakobashvili.

Biden chegou à Geórgia depois de visitar a Ucrânia. Sua viagem aos dois países tem como objetivo equilibrar a visita realizada recentemente pelo presidente Barack Obama a Moscou e convencê-los de que a reprogramação das relações com a Rússia não será feita em detrimento de Kiev ou Tbilisi.

Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves

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