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04/09/2009

Calderón propõe reformas profundas para mudar o México

El País
Pablo Ordaz
Na Cidade do México (México)
Quase três anos depois de assumir a presidência do México, Felipe Calderón chegou à conclusão de que seu país precisa de uma mudança radical, dos pés à cabeça. "Os cidadãos não estão satisfeitos", admite, "e percebem uma enorme brecha entre seus interesses e os dos governantes. O sistema político atual não é capaz de oferecer soluções. A política é para os cidadãos sinônimo de conflito e paralisia. Temos de mudar o México... com todos os riscos e os custos que isso implica."
  • Luis Hinojos/EFE

    Médicos da Cruz Vermelha socorrem as vítimas de mais uma chacina em Ciudad Juárez, o município mais violento do México. Dezessete pessoas foram mortas em um único ataque nesta semana, provavelmente executado por narcotraficantes



Uma declaração tão contundente ocorreu no ambiente mais solene. No Palácio Nacional, diante de todas as forças vivas da nação e por motivo de seu terceiro Relatório de Governo. O presidente do México empregou boa parte de seu discurso para defender suas medidas contra o crime organizado e contra os efeitos da crise, mas, como lhe lembrou em seguida a oposição, os resultados não são muito promissores: a lista de assassinatos não diminui e a de desempregados já se transformou em um drama nacional. Por isso Calderón quis adiantar-se às críticas, declarando: "Sou o primeiro a reconhecer que diante do México a que aspiramos, o que se conseguiu é insuficiente e que neste ritmo levaria muitos anos, talvez décadas, poder vislumbrar em fatos concretos o México que queremos".

Calderón chamou a todos os setores para participar de um debate que leve à "mudança profunda" de que o país necessita. O presidente salientou dez pontos indispensáveis para promover a transformação do país. O curioso é que alguns deles, como o de superar o "marasmo de interesses" que impedem uma educação de qualidade, contradiz totalmente com o praticado até agora por seu governo. Calderón também considera indispensável alcançar a cobertura universal de saúde e uma "transformação de raiz" que elimine os privilégios no setor energético.

"O objetivo", concluiu o presidente, "é nos perguntarmos se o atual sistema político permite processar os conflitos. Temos de passar do sufrágio efetivo à democracia efetiva. É a hora da mudança. Sejamos a geração que passou por cima de qualquer interesse particular e pôs na frente o interesse do México."

Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves

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