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19/09/2009

Verdes se aproximam dos social-democratas no cenário de possíveis coalizões na Alemanha

El País
Juan Gómez
Em Berlim (Alemanha)
Os líderes do Partido Verde da Alemanha, Renate Künast e Jürgen Trittin, se mostraram na quinta-feira abertos a um pacto tripartite com o Partido Social-Democrata (SPD) e com o Partido Liberal (FDP) depois das eleições gerais do dia 27. Em uma entrevista coletiva realizada em Berlim, os deputados verdes salientaram suas diferenças com a União Democrata Cristã (CDU) da chanceler Angela Merkel, que hoje governa em uma grande coalizão com o SPD. Também se mostraram contrários a colaborar com a Esquerda (ex-comunistas) em outro possível acordo tripartite com o SPD. No entanto, Trittin e Künast anunciaram a convocação de um "pequeno congresso" de seu partido neste domingo em Berlim, quando serão analisadas as possibilidades de aliança. Já não descartam pactuar com a CDU de Merkel, mas só se os liberais não se unirem ao governo.

Na quarta-feira, o candidato social-democrata e atual ministro das Relações Exteriores, Frank-Walter Steinmeier, havia proposto a possibilidade de uma reunião tripartite com verdes e liberais. O FDP, porém, se afastou desses planos. Por enquanto, democratas-cristãos e liberais mantêm uma maioria minguante nas pesquisas, que lhes atribuem 49% conjuntos, o que permitiria formar governo.

Os verdes, que governaram a Alemanha em coalizão com o SPD entre 1998 e 2005, não consideram provável alcançar uma maioria suficiente só com os social-democratas. No entanto, veem diferenças insolúveis para formar uma trinca com democratas-cristãos e liberais. A principal é o plano dos dois partidos de adiar o "apagão atômico" de 2021, decidido em 2002 pelo governo de coalizão que foi presidido pelo social-democrata Gherard Schröder. Nesse sentido, Künast somou-se à litania eleitoral entoada pelo SPD, o Verde e a Esquerda: "Evitar a coalizão democrata-cristã liberal". Foi o que disse pelo menos quatro vezes durante suas intervenções.

A fragilidade do Partido Social-Democrata obriga o Verde a se abrir para novas possibilidades se quiserem aspirar a ocupar algum espaço no governo federal. A esse respeito, Trittin explicou: "Se olharmos o clima, se olharmos a crise econômica e financeira, nos convenceremos de que é necessário que os verdes participem do governo deste país". Segundo as pesquisas, os verdes estão atrás dos liberais quanto a apoios políticos. Seus líderes afirmaram que confiam em superá-los como terceira força política do país.

Os verdes apresentaram na quinta-feira um programa que deverá orientar as negociações para formar uma eventual coalizão. Um de seus pontos centrais é que a posição do partido em relação à energia atômica é "inegociável". Além disso, querem garantir por lei a proteção ambiental e instaurar um salário mínimo de 7,50 euros por hora trabalhada.

Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves

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