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22/09/2009

Após as eleições, a Alemanha precisa manter sua política econômica

El País
A uma semana das eleições federais na Alemanha, os democrata-cristãos da chanceler Angela Merkel continuam mantendo uma vantagem muito importante nas pesquisas sobre seus mais diretos adversários, e parceiros de governo, os social-democratas de Frank-Walter Steinmeier.

Mas as últimas eleições regionais mostraram a capacidade de reação destes, que, como costuma ser tradição, sabem recarregar as baterias diante de uma situação adversa. Os pequenos partidos, e o próprio custo de governar em uma situação de crise, vêm desgastando os dois grandes, embora na medida em que a eleição se aproxima estes últimos tendam a se recuperar.
  • Johannes Eisele/Reuters

    Angela Merkel continua à frente na disputa eleitoral. mas seus adversários demonstraram capacidade de reação nas últimas eleições regionais alemãs



Esses fatores, junto com a memória de que elementos imprevisíveis da atualidade (como foram as inundações para a última confirmação de Gerhard Schröder), podem modificar substancialmente as previsões, indicam que a partida continua bastante aberta.

Bastante, mas não completamente, a salvo de uma virada radical da opinião: a democracia-cristã se perfila claramente como o primeiro partido e o SPD como o segundo. A principal incógnita se refere, portanto, a se a eventual soma da CDU-CSU com os liberais (opção acariciada pela chanceler) poderá conseguir desbancar a atual grande coalizão no poder.

De um ponto de vista dos interesses gerais da Europa, cairia bem que seu país-locomotiva atravesse as menores convulsões possíveis, garanta sua estabilidade e a continuidade de sua política econômica para acelerar a saída da recessão. Em tradução prática, que continue sem vaivéns demais a atual aliança democrata-cristã/social-democrata. Por mais que na campanha se acentuem logicamente suas diferenças. E por mais que muitos desejem uma Alemanha mais europeia, isto é, um compromisso europeísta mais decidido (por exemplo, diante da crise), do estilo que protagonizaram Helmut Kohl ou Helmut Schmidt.

Outros amálgamas são possíveis. Mas a volta do parafuso conservadora que representaria uma aliança democrata-cristãos/liberais (e, por cima, com uma CSU mais radicalizada), quando a partitura necessária não é exatamente a neoliberal; ou a chamada aliança-semáforo, uma adição heterogênea social-democrata/liberal/verde, escassamente sólida e crível, não parecem mais convincentes que a atual.

Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves

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