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08/10/2009

A nova gripe alcança o número máximo de contágios

El País
M. R. Sahuquillo Em Madri
A nova gripe alcançou sua incidência máxima na semana passada. O vírus H1N1 afetou de 27 de setembro a 3 de outubro mais de 40 mil pessoas, segundo o cálculo dos médicos vigilantes divulgado ontem pelo Ministério da Saúde. A doença está há três semanas consecutivas em níveis epidêmicos (mais de 60 casos por 100 mil habitantes). E subindo. O índice estimado de gripe clínica detectado na semana passada foi de 94,72 casos por 100 mil habitantes. Vinte pontos acima dos 77,88% da semana anterior. Além disso, 95,8% dos casos foram pelo vírus H1N1.

A doença já custou 43 vidas na Espanha, segundo a Saúde. Estas não incluem os mortos desta semana. Uma mulher de 49 anos de Málaga, na quarta-feira, e um jovem de 29 anos com fatores de risco que morreu ontem em um hospital de Tarragona. No entanto, a taxa de mortalidade não só continua baixa como diminuiu 0,22 por mil afetados, na semana anterior, para 0,17, na semana passada.

No entanto, apesar de o vírus da gripe continuar mostrando um quadro de sintomas leves em quase todos os afetados, 32 pessoas continuam internadas com gravidade em unidades de tratamento intensivo das diversas comunidades autônomas, segundo dados do Centro Europeu para a Prevenção e o Controle de Doenças. Em toda a Europa há 93 casos graves.

Adianto de dois meses
Além disso, conforme vai chegando o frio e entrando o outono, aumentará o número de casos. Os dados da Saúde da semana passada servem como amostra. O índice de contágios a que se chegou no período de 27 de setembro a 3 de outubro foi o mesmo que alcançado em 2008 na semana 51, isto é, em meados de dezembro, segundo os dados epidemiológicos do Instituto Carlos 3º, o organismo de referência. Isto representa um adianto da incidência dessa doença de mais de dois meses.

O vírus H1N1 já representa 12% do total dos vírus da gripe detectados entre 2008 e 2009, segundo o Carlos 3º. Na semana anterior representava só 5%. Os últimos dados desse organismo (5 de outubro) revelam também que o grupo de crianças de 5 a 14 anos é o mais afetado pela doença. Nele são detectados 39% de todos os casos.

Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves

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