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10/10/2009

TV ganha ar existencialista: "realities" que ajudam a ser feliz e outras novidades

El País
Carmen Pérez-Lanzac Em Cannes (França)
Programas que ajudam a aceitar a própria morte, concursos de dança com candidatos obesos e um taxista que ajuda mulheres a arrumarem um namorado. Mais de mil executivos de redes de TV de todo o mundo - que se encontraram n"esta semana em Cannes (França) para assistir à feira Mipcom de televisão - viram na terça-feira a apresentação do informe Fresh TV, no qual a consultora francesa The Wit repassa os formatos televisivos mais peculiares do outono, o que permite experimentar as novidades da telinha. Essas são algumas das tendências que virão:

- Existencialismo e busca da felicidade. No programa australiano "Get a Life" ["Viva um Pouco", em tradução livre], pais de família viciados em trabalho aprenderão a organizar seu tempo e a adquirir rotinas que lhes permitam desfrutar mais da vida com seus filhos e ser, definitivamente, mas felizes. Mesmo objetivo do irlandês "The Shrinks", no qual algumas crianças divertidas assessoram adultos insatisfeitos com suas vidas. O cúmulo desta tendência existencialista é o programa holandês "The coffin" ["O caixão"], no qual o participante adorna seu próprio caixão, o experimenta e até participa de uma simulação de seu enterro, tudo isso com o objetivo de se preparar - nada mais, nada menos - para aceitar sua própria morte.

- Faça um restaurante em casa. Outra grande tendência do ano, da qual foram apresentadas até quatro versões (três inglesas e uma alemã). O objetivo é o mesmo: que um casal que precisa de uma renda extra consiga montar um restaurante na sala de sua casa.

- Perder peso. No dinamarquês "My big fat parents" ("Meus pais gordos") são os filhos, preocupados com o excesso de peso de seus progenitores, quem os indicam para o programa. E dos Estados Unidos chega o fino "Dance your ass off" ("Mexa seu quadril"), uma espécie de programa de danças de salão com obesos, pneuzinhos para cima, pneuzinhos para baixo.

- Arrume um namorado... Com a ajuda de um taxista. Esta é a proposta de "Love Taxi", na qual um taxista bastante simpático percorre as ruas de Nova York com uma mulher que quer encontrar um companheiro no banco de trás. O taxista só deixa subir os clientes pelos quais ela se interessa e, uma vez a bordo, os submete a uma entrevista. Se ela gostar, haverá um encontro. Se não, o candidato deve descer do táxi. Pelo menos não receberá choques como no programa israelense "Buzz Off", no qual a mulher solteira em busca de namorado tem direito a torturar os candidatos quando eles dizem algo de que ela não gosta.

- Procura-se o novo Michael Jackson. Era de se esperar que no ano da morte do rei do pop alguém tivesse essa ideia. Do Reino Unido veio a proposta: procurar um bailarino capaz de imitar Jacko.

- E viva o veneno. Essa é a graça do inglês "Four Weddings" ("Quatro Casamentos"), no qual quatro mulheres prestes a se casar competirão por uma lua de mel. Todas elas são convidadas para o casamento das outras e depois têm que se despedir com classe: "que cafona sua roupa", "que porcaria de cardápio" e uma infinidade de "delicadezas" afins. O casal que tiver a melhor pontuação será premiado.

- Fervor nacionalista. Uma das propostas mais surrealistas vem da Noruega e se chama "Culture Schock". Vinte norte-americanos de origem norueguesa deverão encontrar, ao longo de várias provas, o viking que levam dentro de si. Aquele que demonstre ser o mais norueguês poderá conhecer os inúmeros descendentes de seus ancestrais.

Tradução: Eloise De Vylder

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