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15/10/2009

Encontro de Zapatero com Obama restitui a relação EUA-Espanha ao nível normal

El País
A reunião na Casa Branca entre o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e o primeiro-ministro da Espanha, José Luis Rodríguez Zapatero, realizada nesta terça-feira, foi o primeiro verdadeiro encontro de ambos depois de dois contatos mais ocasionais. Foi assim pelo lugar onde se realizou, a Casa Branca, pelos temas abordados e pela reunião posterior em um almoço de trabalho entre as respectivas equipes.

As relações entre os dois países retornam ao nível político do qual nunca deveriam ter saído, independentemente de desacordos ou sintonias entre seus líderes. Seria mesquinho ignorar o esforço da diplomacia espanhola e do primeiro-ministro para restaurar os laços partidos com Washington. Mas o importante não é a foto do evento, e sim o conteúdo dos contatos: Zapatero foi com a lição feita sobre dois dos cenários chaves derivados da batalha contra o terrorismo nos quais a Espanha pode fazer alguma contribuição: Guantánamo (seu fechamento) e Afeganistão (o aumento das forças). Em ambos, os dois países compartilham o enfoque e seus mandatários trocaram felicitações e expressões de maior compromisso, que no caso do Afeganistão implicará uma forte presença da Guarda Civil espanhola para instruir o exército de Cabul.

  • Sergio Barrenechea/EFE

    Zapatero (à esq.) com Obama: relações voltam a um nível do qual nunca deveriam ter baixado



Também entraram em áreas de interesse comum, como a América Latina, onde compartilham opiniões em conflitos como o de Honduras. Ou o Oriente Médio, onde Zapatero inicia hoje um giro por vários países, com o apoio pelo menos implícito que representa sua visita prévia à Casa Branca. Será preciso esperar seu desenlace para verificar se essa viagem foi tão cuidadosamente preparada quanto o encontro de terça-feira, e tão bem conectada com as instituições europeias quanto seria desejável.

A presidente da Câmara dos Deputados, Nancy Pelosi, afirmou em seu encontro com Zapatero que os EUA e a Espanha "compartilham valores" nos grandes temas da agenda internacional; ao que o primeiro-ministro espanhol respondeu apresentando a Espanha "como país da UE", o que nem sempre se percebe claramente em Washington, sobretudo quando Madri adota posições distantes da centralidade europeia. A mudança climática, a crise econômica, a presidência da UE e a agenda transatlântica também entraram nas conversas. Se a visita a Washington servir para que o primeiro-ministro espanhol cuide com mais intensidade e acerto da política externa, será duplamente bem-vinda.

Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves

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