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19/10/2009

Cientistas espanhóis fabricam um chip que detecta a "marca" metabólica de micróbios

El País
Mesmo que não se saiba o que há dentro de um tubo de ensaio, se o que ele contém estiver vivo pode-se conhecer sua marca metabólica, as milhares de reações bioquímicas de genes e enzimas em uma célula ou uma comunidade de micróbios. Um novo chip, fruto de cinco anos de trabalho de uma equipe internacional liderada pelo Conselho Superior de Pesquisas Científicas (CSIC, na sigla em espanhol), permite isso, segundo artigo publicado na revista "Science".
  • Imperial Cancer Researh Fund/AFP

    Processo de divisão de células cancerosas. O
    chip desenvolvido pelos pesquisadores espanhóis
    abre novas expectativas para o tratamento de bactérias patogênicas que causam doenças infecciosas, assim como para identificar alterações metabólicas que causam, por exemplo, o câncer



Os pesquisadores demonstraram a utilidade do chip para analisar organismos cujo genoma não se conhece, reconstruindo o metabolismo global de três comunidades microbianas tiradas de um tanque vulcânico ácido, de água marinha profunda muito salgada e de água marinha contaminada por hidrocarbonetos.

A pesquisa foi dirigida por Manuel Ferrer, do Instituto de Catálise do CSIC, e colaboraram cientistas do Centro Nacional de Biotecnologia (CSIC) e da Universidade de Oviedo, juntamente com laboratórios da Alemanha, Itália e Reino Unido.

Ferrer explica a importância do projeto: "O chip nos permite reconstruir o atlas metabólico de qualquer tipo de célula e identificar centenas de enzimas, muitas das quais poderiam ser indicadores de atividades biológicas desconhecidas e com aplicações ainda por determinar".

O metabolismo é o conjunto de milhares de reações bioquímicas interconectadas e processos físico-químicos que ocorrem em uma célula ou um conjunto de células. Esses processos complexos e inter-relacionados são a base da vida em nível molecular e permitem as diversas atividades das células: crescer, reproduzir-se e manter suas estruturas.

Como o chip pode analisar qualquer tipo de célula, sem necessidade de conhecer seu genoma, será de grande ajuda para futuros testes de diagnóstico e para o tratamento de doenças, acreditam os cientistas. O estudo também abre novas expectativas para o tratamento de bactérias patogênicas que causam doenças infecciosas, assim como para identificar alterações metabólicas que causam, por exemplo, o câncer.

Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves

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