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03/11/2009

O primeiro-ministro belga na batalha para presidir a UE

El País
Andreu Missé Em Bruxelas (Bélgica)
Merkel e Sarkozy apóiam o democrata-cristão Van Rompuy.

Ainda que durante a cúpula europeia não se tenha aberto oficialmente o debate para eleger o novo presidente e o alto representante da UE, dos contatos feitos durante e depois do Conselho Europeu emerge com força o nome do primeiro-ministro belga, Herman Van Rompuy, para presidir a União.
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    Herman Van Rompuy é um católico praticante, pai de quatro filhos, que se formou em filosofia e economia na Universidade Católica de Lovaina. É um intelectual, autor de vários livros de ensaios, que se sintonizou rapidamente com a mídia apesar de seu caráter introvertido. Em seu blog defendeu "um projeto coletivo" de flamengos e valões sem o qual o "Estado belga estava fadado a morrer". O democrata-cristão tem o apoio de Merkel e Sarkozy



O reservado dirigente democrata-cristão flamengo, que no sábado completou 62 anos, já teria recebido alguma sutil indicação nesse sentido durante a reunião por parte do presidente francês, Nicolas Sarkozy. O primeiro-ministro belga reuniria também as condições assinaladas pela chanceler alemã, Angela Merkel, que em particular insistiu que o futuro presidente deveria proceder de um país pequeno ou médio.

Herman Van Rompuy é um católico praticante, pai de quatro filhos, que se formou em filosofia e economia na Universidade Católica de Lovaina. É um intelectual, poeta, autor de vários livros de ensaios, que se sintonizou rapidamente com a mídia apesar de seu caráter introvertido. Em seu blog defendeu "um projeto coletivo" de flamengos e valões sem o qual o "Estado belga estava fadado a morrer".

Suas qualidades como hábil mediador de vontades dispersas constituem seu maior trunfo para ocupar a presidência da UE, caso o perfil desta exigisse um presidente com funções mais de coordenação do que executivas e de representação. Essas mesmas virtudes também jogam contra ele, e tornam difícil que ele abandone o governo que havia conseguido diminuir em grande medida as tensões do país.

Com o apoio de Paris e Berlim, só faltaria a aprovação do primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, para confirmar o posto para o homem que tirou a Bélgica do naufrágio governamental e convenceu valões e flamengos. Ainda que só para a nomeação seja necessária a maioria qualificada do Conselho, uma decisão desse tipo requererá a prática unanimidade dos três grandes países.

Brown continua defendendo seu antecessor, Tony Blair, e este ainda não jogou a toalha. A insistência de Brown por Blair poderia formar parte da astúcia britânica, que em última instância estaria disposta a ceder, em troca de assegurar para si o posto de alto representante para seu ministro de Relações Exteriores.

Se algo ficou bastante certo durante as reuniões que populares e socialistas realizaram antes da cúpula, é que o posto de presidente seria para um homem ou mulher do Partido Popular Europeu e o alto representante recairia na família social-democrata. Essa circunstância desmonta os possíveis candidatos pertencentes a outras famílias, como os socialistas ou social-democratas Felipe González, Tarja Halonen e Mary Robinson.

Outros renunciaram ou perderam possibilidades. O primeiro-ministro holandês, Jan Peter Balkenende, encontrou muitas dificuldades em seu país para deixar o posto, e seu colega luxemburguês, Jean-Claude Juncker, tropeça nas reticências de Sarkozy. Entretanto, o antigo chanceler austríaco, Wolfgang Schüssel, ainda mantém suas expectativas.

Tradução: Lana Lim

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