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Editorial: Israel se considera no direito de atuar contra quem quer que seja

Miguel Ángel Bastenier

Nem derrapagem sobre o terreno, nem histórias. Mas ainda lamentando a gravíssima perda de vidas humanas no ataque israelense à flotilha turca que se dirigia a Gaza, a questão de fundo não muda. Mesmo que o assalto tivesse se realizado como um minueto de Versalhes e a passagem não tivesse sofrido mais inconveniência que a de ter viajado em vão, a operação constituiria uma nova transgressão do direito internacional: a auto-atribuição pelo Estado sionista do direito de atuar contra quem quer que seja, em qualquer lugar, com quaisquer consequências, por terra, mar e ar. Israel atua, como dizia Edward Said, na mais absoluta impunidade. O governo de Benjamim Netanyahu nunca decepciona o antissemitismo universal.

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