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Para dissidente cubano, libertação de presos políticos é "janela aberta" pelo regime de Raúl Castro

Mauricio Vicent

Em Havana (Cuba)

  • Adalberto Roque/AFP

    Guillermo Fariñas (dir.), em greve de fome, fica de pé com ajuda do médico Ismael Iglesias

    Guillermo Fariñas (dir.), em greve de fome, fica de pé com ajuda do médico Ismael Iglesias

O dissidente cubano Guillermo Fariñas diz que não tem "ódios". Depois de uma duríssima greve de fome e sede de 135 dias que quase custou sua vida, acredita que a decisão do regime de libertar os 52 presos de consciência é uma "vitória de todos e uma oportunidade", e pede para "ser generosos". "Foi sobretudo uma vitória de Cuba, pois ganham os reprimidos mas também os repressores; eles também tiveram de ceder e aprender a caminhar para a reconciliação", afirma o opositor, em entrevista telefônica a "El País" da sala de tratamento intensivo do hospital provincial de Santa Clara, onde está internado há quatro meses.

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