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Dissidente cubano conta que ainda espera algum contato para deixar a prisão

Mauricio Vicent

Em Havana (Cuba)

Toca o telefone e é da prisão de Guanajay, um presídio de segurança máxima situado a 45 km a oeste de Havana. "Sou Miguel Galván, do Grupo dos 75. é o correspondente de 'El País'?" A voz desse engenheiro de mecânica automotriz, com vários mestrados nas costas e 45 anos de idade, soa como um canhão, mas em suas palavras se percebe também a angústia: "Ninguém me telefonou ainda, continuo esperando..." Com igual incerteza, outros presos aguardam a ligação do cardeal Jaime Ortega, principal mediador da Igreja Católica junto ao governo cubano, que há dias contata pessoalmente cada um dos opositores presos para saber o que querem fazer.

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