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Uma gota da África mais pobre no Caribe

Javier Ayuso
Em Porto Príncipe (Haiti)

Alheios a tudo e a todos, milhares de haitianos comemoram em Saut d'Eau, a cerca de 60 km ao norte de Porto Príncipe, "o compromisso". O ritual meio católico, meio vodu, que os faz entrar em transe e esquecer sua miséria por alguns dias. é que, embora esteja na América, o Haiti é a áfrica. Compartilha com esse continente as raízes, a cor, os costumes e sobretudo a pobreza. Sete meses depois do terremoto, o país continua em ruínas. Não só os edifícios e as estradas, mas também as pessoas. Em meio aos escombros a ser recolhidos, 1,3 milhão de haitianos vivem embaixo de plásticos em 1.384 campos de desalojados (900 deles na capital), esperando o momento de voltar para suas casas. Um momento que já demora meses, enquanto US$ 5,3 bilhões dos principais doadores internacionais esperam que haja um governo decidido a atuar, com um projeto e sem corrupção.

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