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Mar del Plata vira refúgio de repressores na Argentina

Ramiro Barreiro

  • Marina Devo/AFP

    Ativistas protestam em frente à casa do ex-chefe da polícia de Buenos Aires, Miguel Etchecolatz, em Mar del Plata, depois que a Justiça permitiu que ele cumpra o resto de sua prisão perpétua em casa devido à sua idade avançada

    Ativistas protestam em frente à casa do ex-chefe da polícia de Buenos Aires, Miguel Etchecolatz, em Mar del Plata, depois que a Justiça permitiu que ele cumpra o resto de sua prisão perpétua em casa devido à sua idade avançada

Uma das primeiras decisões judiciais de 2018 foi conceder o benefício da prisão domiciliar ao ex-policial argentino Miguel Osvaldo Etchecolatz, condenado a quatro penas de prisão perpétua por crimes contra a humanidade. O repressor fixou seu domicílio na zona sul de Mar del Plata, onde se situa o frondoso parque Peralta Ramos, um bairro que nasceu com 50 hectares e que hoje tem mais de 450. Um entorno tranquilo, natural e com ruas que se curvam aos caprichos de eucaliptos, pinheiros e ciprestes. A chegada do morador inesperado atraiu a atenção geral para um lugar onde passavam despercebidos, há anos, muitos dos homens que marcaram a época mais obscura da Argentina. E retornou um repúdio que estava enterrado desde os anos 1990.

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