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09/05/2005
Imagem ruim dos EUA causa prejuízo de bilhões à indústria de turismo

Amy Yee
em Nova York


Os Estados Unidos estão perdendo bilhões de dólares, já que os turistas internacionais se sentem desencorajados a visitar o país. Isso se deve à imagem ruim do país no exterior e às políticas de concessão de vistos mais burocráticas, advertem os líderes da indústria de viagens e turismo.

"Tentar resolver esse problema é um imperativo econômico", afirma Roger Dow, presidente da Associação da Indústria de Viagens dos Estados Unidos, a principal organização sindical do setor turístico, que encerrou a sua convenção anual neste fim de semana em Nova York.

Dow ressalta que o turismo contribui para uma percepção positiva em relação aos Estados Unidos, que se dissemina para outras áreas de negócios. "Se não resolvermos esses problemas com o turismo, o impacto de longo prazo para marcas norte-americanas como a Coca-Cola, a General Motors e o McDonald's poderá ser bastante negativo", alerta Dow.

O apelo faz eco àquele de outras associações empresariais, que dizem que os procedimentos burocráticos para a concessão de vistos e as medidas rígidas de segurança depois dos ataques terroristas de 11 de setembro têm dissuadido viajantes de negócios e estudantes estrangeiros a virem para os Estados Unidos. "A idéia lá fora é que nós retiramos o tapete de boas vindas", diz Rick Webster, diretor de assuntos governamentais da associação.

O ano passado o número de visitantes internacionais subiu 12%, quando comparado a 2003, chegando a 46,1 milhões, segundo o Departamento de Comércio dos Estados Unidos. Eles gastaram US$ 93,7 bilhões, ou 17% a mais do que os visitantes do ano anterior. No entanto, a parcela dos Estados Unidos em termos de visitantes estrangeiros ainda está 38% menor do que em 1992, segundo a associação de viagens. O número de viajantes em todo o mundo aumentou 2% desde 2000, chegando a 770 milhões, mas a parcela deste mercado nos Estados Unidos não acompanhou esse ritmo. "A nossa fatia do bolo foi reduzida em 5 milhões de visitantes", lamenta Dow.

O dólar desvalorizado fez com que subisse o número de visitantes estrangeiros, mas, considerando-se as taxas favoráveis de câmbio para vários estrangeiros, o número de visitantes deveria ser bem maior.

"O dólar norte-americano fraco está mascarando alguns desses problemas", explica Webster. "E o dólar não continuará fraco para sempre". Segundo Dow, o antiamericanismo crescente gerou a sensação de que os Estados Unidos são inospitaleiros e difíceis de se visitar. "Existe uma idéia de uma 'Fortaleza América' que é muito pior do que a realidade", diz ele. Dow acrescentou que a maior competição de outros países procurados pelos viajantes, como Austrália, África do Sul, Espanha e Ásia drenou o turismo destinado aos Estados Unidos.

A associação pediu às autoridades norte-americanas que flexibilizem várias medidas de segurança. Segundo a associação, o prazo de 26 de outubro para que alguns passaportes estrangeiros tenham tecnologia biométrica, como por exemplo a de reconhecimento facial, não é realista e deveria ser prorrogado.

A associação também deseja a solução de problemas no âmbito do programa US-Visit, uma iniciativa que exige fotos e impressões digitais de alguns visitantes, e que deverá entrar em vigor nas fronteiras terrestres, portos e aeroportos até o final do ano.

Tradução: Danilo Fonseca

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