UOL Notícias Internacional
 

13/02/2007

Companhias indianas pagam um preço por tentarem se internacionalizar

Financial Times
Na tentativa frenética de atuar no mercado internacional, as companhias indianas estão sacrificando uma das suas vantagens mais árduas de se conseguir - as altas margens de lucro.

Tendo passado grande parte dos últimos dez anos reestruturando a dívida e reduzindo penosamente a força de trabalho, companhias como a Tata Steel, que no mês passado pagou 6,7 bilhões de euros (US$ 13 bilhões) pela rival anglo-holandesa Corus, conseguiram uma margem de lucro de mais de 40%. Mas após a fusão com a Corus, essa margem ficará bem abaixo dos 20%. E esse número já é significativamente menor caso se leve em conta as outras recentes fusões estrangeiras da companhia em Cingapura e na Tailândia.

A Hindalco Industries, a produtora de alumínio que concordou em pagar US$ 6 bilhões pela Novelis, do Canadá, será ainda mais afetada. A Novelis registrou um prejuízo no terceiro trimestre do ano passado, comparado com a margem de lucro de 29,2% da Hindalco no trimestre junho-setembro.

A Suzlon Energy, a rentável fabricante indiana de equipamentos de energia eólica, está tentando comprar a Repower, da Alemanha, que conta com uma margem de lucro estimada em 4%. As companhias indianas esperam reduzir as despesas conjugando as suas bases de baixo custo na Índia com o acesso aos mercados de altos preços dos seus alvos ocidentais para aquisições.

Mas a concretização dos benefícios integrais dessas sinergias levará tempo - pelo menos três anos no caso da Tata Steel e da Hindalco. Nesse ínterim, os investidores estão demonstrando disposição de observar se a experiência funciona, conforma se constatou com as quedas acentuadas dos preços das ações das três companhias nos últimos dias.

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