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19/02/2007

Estudo vê busca onerosa e prejudicial por petróleo extra do mundo

Financial Times
Carola Hoyosin London
Todo o petróleo extra do mundo provavelmente virá de fontes não convencionais caras, prejudiciais ao meio ambiente, nos próximos 15 anos, segundo um estudo detalhado.

Isto significará um aumento na dependência de fontes de energia difíceis de desenvolver como a areia betuminosa canadense e o cinturão de alcatrão do Orinoco, na Venezuela.

Um relatório da Wood Mackenzie, uma consultoria com sede em Edimburgo, calcula que o mundo possui 3.600 bilhões de barris de petróleo e gás não convencionais que exigem muita energia para serem extraídos.

Até o momento, apenas 8% disto começou a ser desenvolvido, porque o mundo tem se apoiado em fontes de petróleo e gás de extração mais fácil.

Apenas 15% dos 3.600 bilhões de barris são de petróleo pesado e extrapesado, com o restante sendo ainda mais desafiador.

O estudo deixa claro que a mudança poderá ocorrer mais cedo do que muitas pessoas no setor esperam, mesmo que alguns importantes campos de petróleo convencionais ainda estejam aumentando sua produção em 2020. Mas tais aumentos não serão suficientes para compensar o declínio em outros campos.

"Não se sabe se após 2020 o petróleo convencional será capaz de atender ao aumento da demanda", disse a Wood Mackenzie. O relatório acrescentou que produtos de gás natural como liquefeito e condensado também se tornarão fontes importantes de crescimento.

O aumento na dependência de petróleo não convencional exigirá uma mudança substancial do setor de energia.

A Royal Dutch Shell e a Total, da Europa, e a ExxonMobil e a Chevron, os grupos de energia baseados nos Estados Unidos, já começaram a investir pesadamente no Canadá e na Venezuela.

Outros - incluindo os grupos chineses de energia - estão estudando a possibilidade de extrair óleo pesado de Madagascar.

Na frente do gás, a Devon Energy gastou US$ 2,2 bilhões no ano passado expandindo sua posição já considerável no xisto de Barnett no Texas, adquirindo a Chief Oil and Gas. O desenvolvimento de tais depósitos de xisto deverá ajudar os Estados Unidos a obterem 40% de sua produção a partir de fontes não convencionais até 2020.

Mas o desafio é imenso, disse Matthew Simmons, um banqueiro do setor que provocou ondas de choque por toda a indústria ao questionar se a Arábia Saudita, a mais importante fonte de petróleo, será capaz de continuar expandindo a produção.

"A capacidade de extrair este petróleo pesado em volumes significativos ainda é inexistente", ele disse em um recente discurso.

"Pior, exige vastas quantidades de água potável escassa e valiosa e gás natural para transformar petróleo em petróleo pesado de baixa qualidade."

"De certa forma, este exercício se assemelha a transformar ouro em chumbo."
George El Khouri Andolfato

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