UOL Notícias Internacional
 

24/02/2007

Chirac e Merkel aproximam-se de acordo para Airbus

Financial Times
Hugh Williamson, em Meserberg, Kevin Done, em Londres
e Gerrit Wiesmann, em Frankfurt
Os governos alemão e francês se aproximaram, nesta sexta-feira (23) de um acordo para o futuro da Airbus, apesar das reclamações de Jacques Chirac que os cortes de vagas "penalizariam" mais a França do que a Alemanha.

JJohannes Eisele/EFE 
Merkel e Chirac acertaram que o desenvolvimento da Airbur será divido entre seus países

O presidente francês e a chanceler alemã, Angela Merkel, reunidos no castelo de Meseberg perto de Berlim, disseram que "os custos e oportunidades" que nascerem da reestruturação politicamente delicada da fabricante de aviões européia devem ser "igual e equilibradamente" partilhados entre os dois países.

A empresa-mãe da Airbus, Eads, está tentando superar as rivalidades franco-alemãs em seu conselho para definir o destino do investimento em instalações de produção de compósitos de fibra de carbono para o A350; um programa de US$ 13,1 bilhões (cerca de R$ 26,2 bilhões) para desenvolver uma nova família de jatos de longo alcance e média capacidade; e a partilha dos cortes de emprego e fechamento de plantas sugeridos.

Chirac disse que considerou "lógicas" as propostas de reestruturação apresentadas nesta semana por Louis Gallois, diretor executivo da Airbus e co-diretor executivo da Eads, apesar de a "França ter sido um pouco mais penalizada (em cortes) do que a Alemanha, mesmo que as diferenças não sejam grandes".

Merkel disse que os governantes haviam concordado que o "desenvolvimento tecnológico (da Airbus) seria divido igualmente", refletindo preocupações na Alemanha que a produção de peças de alta-tecnologia para o A350 seria concentrada na França. Ela disse: "Podemos dizer que ambos os maiores (países) participantes (na Airbus),... provaram nos últimos anos que têm capacidade (tecnológica) adequada". Chirac não contradisse a chanceler.

Os dois líderes disseram que as medidas de reestruturação deveriam ser definidas e implementadas pela Airbus, apesar de Merkel dizer que as decisões da empresa devem ser "bem pensadas" e duradouras. "Não queremos enfrentar decisões tão difíceis novamente tão cedo. Isso significa que a competitividade da empresa tem a mais alta prioridade para nós."

Não deve haver redundância obrigatória ou o fechamento de fábricas sem compensação adequada, acrescentaram. Os interesses franceses e alemães detêm cada um 22,5% das ações da Eads e controlam o conselho.

A chanceler disse que a decisão da Eads sobre a reestruturação da Airbus era esperada para dia 9 de março, quando o grupo divulgará os resultados financeiros de 2006, inclusive uma perda operacional de vários milhões de euros pela Airbus.

A reestruturação deve envolver o corte de cerca de 10.000 vagas da atual força de trabalho da Airbus, de 56.400 funcionários, mas ainda não está claro quantas virão do fechamento de fábricas menores da Airbus na Alemanha e França.

Uma versão do programa apresentada aos governos na semana passada indicou um corte de 4.500 vagas na França, 3.500 na Alemanha, 1.500 no Reino Unido e 500 na Espanha.

A Airbus disse que tinha 56.400 funcionários: 20.800 na Alemanha, 22.300 na França, incluindo 4.700 na sede em Toulouse, 9.600 no Reino Unido e 3.100 na Espanha. Deborah Weinberg

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