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02/03/2007

Lula deve descumprir o próprio prazo para nomeação de ministério

Financial Times
Do Financial Times
O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, deve perder nesta sexta-feira (2/3) outro prazo que se impôs, ao não nomear os ministros que implementarão as políticas em seu segundo mandato de quatro anos.

Os atrasos, causados por negociações políticas, deixaram grandes partes de seu governo patinando e vão desafiar a promessa de Lula de crescimento econômico anual de 5%.

Folha Imagem 
Analistas já dizem que o segundo mandato de Lula não começou correndo, mas tropeçando

Na última quarta-feira (28/2), o governo disse que o produto interno bruto cresceu 2,9% no ano passado, muito atrás dos outros países em desenvolvimento. O Fundo Monetário Internacional espera um crescimento médio para mercados emergentes em 2006 de 6,5%.

Lula da Silva, reeleito em outubro passado, adiou a nomeação de seus ministros até sua posse, e novamente para depois das eleições dos líderes das duas câmaras do Congresso, no dia 1º de fevereiro. Depois, adiou a decisão para após o Carnaval da semana passada e novamente para esta sexta.

Acredita-se que ele vá esperar até o final da convenção nacional do PMDB, o maior partido do Congresso e uma aglomeração de diferentes interesses regionais, no dia 11 de março. David Fleischer, analista político, disse: "O segundo governo Lula não começou correndo, começou tropeçando".

Lula da Silva deixou claro que compartilhar o poder entre os 11 partidos de sua coalizão tem mais a ver com o tamanho de cada partido no Congresso do que com a qualidade dos candidatos individuais aos 34 cargos ministeriais oferecidos.

Os assessores do presidente não conseguiram chegar a um acordo com o PMDB em seu primeiro mandato porque o partido exigiu demais para compartilhar o poder com o PT, um partido de esquerda e o segundo maior no Congresso.

A necessidade subseqüente do governo de compartilhar o poder com partidos menores foi culpabilizada pelo escândalo da compra de votos no Congresso, que paralisou grande parte do primeiro mandato de Lula.

Suas dificuldades foram exacerbadas por tensões entre facções a favor e contra o governo dentro do PMDB. O racha deve ser exposto e enfrentado nas eleições para a liderança, no dia 11 de março. Deborah Weinberg

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