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15/03/2007

Equador em crise após violência no Congresso

Financial Times
Hal Weitzman, em Coro (Venezuela)
e Carola Hoyos, em Viena
com agências
Equador, um dos países mais politicamente instáveis da América do Sul, foi tomado transtornado por uma crise nesta quarta-feira (14/3), depois que um confronto entre o governo de esquerda e o Congresso tornou-se violento.

Dois congressistas e quatro outros manifestantes ficaram feridos em confrontos no Congresso em Quito, depois que 18 parlamentares depostos tentaram romper uma barreira da polícia que os mantinha fora da câmara.

Gás lacrimogêneo foi lançado na multidão, e dois manifestantes foram feridos a tiros, que os parlamentares disseram terem vindo de atacantes não identificados, em motocicletas. "Estamos em uma ditadura!" gritou Gloria Gallardo, membro da oposição e uma das congressistas depostas.

O incidente foi mais um ponto baixo para uma democracia que balança à beira do caos. Nas últimas semanas, o executivo, o legislativo e o judiciário entraram em conflito e acusaram-se entre si de agir inconstitucionalmente.

Lucio Gutiérrez, ex-presidente do Equador, disse que havia um risco da crise piorar. "A violência vem crescendo de forma perigosa, e pode em algum ponto virar uma guerra civil", disse à Bloomberg.

Rafael Correa foi eleito prometendo convocar uma Assembléia Constituinte para reescrever a constituição, que a maioria concorda precisar de reforma. Nenhum presidente na última década cumpriu todo seu mandato.

O presidente pediu ao Congresso que aprovasse um referendo para o dia 15 de abril que permitiria eleições para a Assembléia Constituinte. Críticos de Correa dizem que quer minar a democracia debandando o Congresso no qual não tem representação.

É possível que o Equador entre para a Organização de Países Exportadores de Petróleo antes do que imaginava

Ficou claro na quarta-feira que o país andino nunca oficialmente deixou o cartel de petróleo. Os documentos legais mostram que sua associação estava suspensa, mas não revogada, porque os ministros nunca finalizaram a saída do Equador em 1992.

"Tudo que têm a fazer é pagar os US$ 4,2 milhões (em torno de R$ 8,4 milhões) que devem à Opep (de taxas que não foram pagas)", disse uma pessoa por dentro da situação do Equador.

Quito já fez contatos preliminares com o cartel, mas o governo ainda não pediu formalmente para ser reintegrado. Deborah Weinberg

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